HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Pré-escolar de 4 anos, sexo masculino, é levado por sua mãe ao pediatra, que relata períodos prolongados de ""falta de apetite"" e irritabilidade. O recordatório alimentar dos últimos seis meses revela dieta adequada para a idade. A mãe também informa que passou a utilizar polivitamínicos em doses elevadas e orexígenos há quatro meses, visando melhorar o apetite do filho. Exame físico: ausência de ganho ponderal em relação à última consulta; hipoatividade; alopécia e lesões cutâneas seborréicas. A hipótese diagnóstica mais provável é hipervitaminose crônica por excesso de vitamina:
Criança com polivitamínicos em excesso + alopécia, lesões seborreicas, irritabilidade e falha de crescimento → Hipervitaminose A.
A hipervitaminose A crônica em crianças, frequentemente causada pelo uso excessivo de suplementos, manifesta-se com sintomas inespecíficos como irritabilidade e falha de crescimento, além de sinais cutâneos característicos como alopécia e lesões seborreicas. O histórico de suplementação é crucial para o diagnóstico.
A hipervitaminose A crônica é uma condição que ocorre devido à ingestão excessiva e prolongada de vitamina A, geralmente por meio de suplementos vitamínicos em doses elevadas. Em crianças, é particularmente relevante devido à crença comum de que vitaminas são inofensivas e benéficas em qualquer quantidade, o que leva a superdosagens acidentais. A vitamina A é lipossolúvel, acumulando-se no corpo e causando toxicidade. A fisiopatologia envolve o acúmulo de retinoides nos tecidos, levando a disfunção celular e toxicidade em múltiplos órgãos. Os sintomas são variados e inespecíficos, o que pode dificultar o diagnóstico. Em crianças, manifesta-se por irritabilidade, hipoatividade, anorexia, falha de ganho ponderal, alopécia, pele seca, lesões cutâneas seborreicas, hepatomegalia, pseudotumor cerebral (com cefaleia e papiledema) e dor óssea. O diagnóstico é feito pela história de ingestão excessiva e pelos achados clínicos, podendo ser confirmado pela dosagem sérica de vitamina A. O tratamento consiste na interrupção imediata da ingestão de vitamina A. A maioria dos sintomas regride com a suspensão, embora a recuperação possa levar semanas ou meses. É crucial educar os pais sobre a importância de seguir as doses recomendadas de suplementos e os perigos da automedicação e do uso indiscriminado de vitaminas. O prognóstico é geralmente bom com a interrupção da exposição.
Os sintomas incluem irritabilidade, hipoatividade, anorexia, falha de ganho ponderal, alopécia, lesões cutâneas seborreicas, hepatomegalia, pseudotumor cerebral e dor óssea.
A vitamina A é lipossolúvel, o que significa que ela é armazenada no corpo (principalmente no fígado) e não é facilmente excretada pela urina, levando ao acúmulo e toxicidade quando consumida em excesso por longos períodos.
A conduta inicial é suspender imediatamente a suplementação de vitamina A e orientar os pais sobre os riscos do uso excessivo de polivitamínicos. O acompanhamento clínico e laboratorial é necessário para monitorar a recuperação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo