HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2022
Lucas, quatro anos de idade, é levado por sua mãe ao pediatra, que relata períodos prolongados de "falta de apetite" e irritabilidade. Ingere 2 copos de leite por dia, almoça e janta: arroz, feijão, carne ou frango, legumes e verduras. Consome frutas 2 ou 3 por dia. Porém, como ele faz poucos lanches ao longo do dia e sua avó acha que ele está muito magro, a mãe passou a utilizar polivitamínicos em doses elevadas e orexígenos há um mês, visando a melhorar o apetite do filho. Desde então, apresenta sonolência, irritabilidade, alguns episódios de vômitos, diarreia e "pele vermelha". Exame físico: ausência de ganho ponderal em relação à última consulta; hipoatividade; alopécia e lesões cutâneas seborréicas. A hipótese diagnóstica mais provável é hipervitaminose crônica por excesso de vitamina:
Hipervitaminose A crônica pediátrica → sonolência, irritabilidade, vômitos, diarreia, alopécia, lesões cutâneas seborreicas.
A hipervitaminose A crônica em crianças é frequentemente causada pelo uso excessivo de suplementos vitamínicos. Os sintomas incluem manifestações neurológicas (irritabilidade, sonolência), gastrointestinais (vômitos, diarreia) e dermatológicas (alopécia, pele seca, lesões seborreicas).
A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel essencial para a visão, crescimento, função imune e integridade epitelial. No entanto, sua ingestão excessiva, especialmente em doses elevadas e por tempo prolongado, pode levar à hipervitaminose A, uma condição tóxica. Em crianças, a principal causa é o uso indiscriminado de polivitamínicos, muitas vezes motivado pela preocupação dos pais com o apetite ou ganho de peso. A hipervitaminose A crônica manifesta-se com uma variedade de sintomas inespecíficos que podem dificultar o diagnóstico. Os sintomas neurológicos incluem irritabilidade, sonolência e cefaleia. Gastrointestinais podem apresentar vômitos, diarreia e dor abdominal. Dermatologicamente, observa-se pele seca, descamação, prurido, alopécia e lesões cutâneas seborreicas. O fígado também pode ser afetado, com hepatomegalia e alterações de função. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de ingestão excessiva de vitamina A e na presença dos sintomas característicos. A dosagem sérica de vitamina A pode confirmar o diagnóstico, embora os níveis nem sempre se correlacionem perfeitamente com a gravidade dos sintomas. O tratamento consiste na interrupção imediata da fonte de vitamina A. O prognóstico é geralmente bom com a cessação da ingestão, mas danos hepáticos graves podem ocorrer em casos extremos.
Os principais sinais incluem irritabilidade, sonolência, vômitos, diarreia, alopécia, pele seca e lesões cutâneas seborreicas, além de possível ausência de ganho ponderal.
A causa mais comum é a ingestão excessiva de suplementos vitamínicos contendo vitamina A, muitas vezes administrados pelos pais sem orientação médica.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e histórico de ingestão excessiva, e pode ser confirmado por níveis séricos elevados de vitamina A. O tratamento consiste na interrupção imediata da suplementação.
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