HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Mãe leva criança de 3 anos ao pediatra relatando que seu filho está sem apetite e muito irritado. O histórico alimentar atual da criança é adequado para a idade. A mãe diz que está utilizando polivitamínicos e orexígenos há vários meses em doses elevadas. Ao exame físico, a criança apresenta-se hipoativa, com alopecia e lesões cutâneas seborreicas e ausência de ganho ponderal em relação à última consulta. A hipervitaminose crônica MAIS provável, nesse caso, é por excesso de vitamina:
Hipervitaminose A crônica em crianças → Alopecia, lesões cutâneas seborreicas, irritabilidade e falha de crescimento.
A hipervitaminose A crônica, especialmente em crianças, pode causar uma série de sintomas inespecíficos como irritabilidade e anorexia, mas também manifestações cutâneas e capilares características como alopecia e lesões seborreicas, além de afetar o crescimento.
A hipervitaminose A é uma condição de toxicidade resultante da ingestão excessiva de vitamina A, seja de forma aguda (doses muito altas em curto período) ou crônica (doses elevadas por tempo prolongado). Em crianças, a forma crônica é mais comum e frequentemente associada ao uso indiscriminado de suplementos vitamínicos, como descrito no caso. A vitamina A é lipossolúvel e se acumula no fígado, o que aumenta o risco de toxicidade. A fisiopatologia da hipervitaminose A envolve a saturação dos locais de ligação da vitamina A e o acúmulo em tecidos, levando a efeitos tóxicos em múltiplos sistemas. Os sintomas são variados e inespecíficos, o que pode dificultar o diagnóstico. No entanto, a tríade de alopecia, lesões cutâneas seborreicas e ausência de ganho ponderal, juntamente com irritabilidade e anorexia, é altamente sugestiva em um contexto de uso excessivo de suplementos. O tratamento consiste na interrupção imediata da suplementação de vitamina A. A maioria dos sintomas regride com a suspensão, embora a recuperação completa possa levar semanas ou meses. É fundamental educar os pais sobre os riscos da automedicação e do uso excessivo de vitaminas, pois 'mais não é necessariamente melhor' e pode ser prejudicial.
Os sintomas incluem irritabilidade, anorexia, perda de peso, alopecia, pele seca, lesões cutâneas seborreicas, hepatomegalia, pseudotumor cerebral e dor óssea, refletindo a toxicidade sistêmica.
A toxicidade crônica da vitamina A pode interferir no metabolismo ósseo e no crescimento, levando à ausência de ganho ponderal e, em casos graves, a retardo de crescimento, impactando o desenvolvimento da criança.
O histórico de uso excessivo de polivitamínicos ou suplementos de vitamina A é crucial para o diagnóstico, pois a hipervitaminose é frequentemente iatrogênica e depende da ingestão exógena.
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