HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Dona Raimunda, 60 anos de idade, havia recebido o diagnóstico de osteopenia. Foi orientada a realizar exercícios físicos, consumir alimentos ricos em cálcio e suplemento de vitamina D. Por influência de redes sociais, iniciou por conta própria a ingestão de 40 mil unidades de vitamina D por dia. Qual alternativa reflete a consequência desta suplementação em longo prazo?
Excesso Vitamina D → Hipercalcemia → Nefrocalcinose e lesão renal.
A suplementação excessiva de vitamina D, como 40.000 UI/dia, leva à hipervitaminose D, que causa hipercalcemia. A hipercalcemia crônica, por sua vez, pode resultar em nefrocalcinose (deposição de cálcio nos rins), nefrolitíase e insuficiência renal, além de outros sintomas como náuseas, vômitos e fraqueza.
A vitamina D é um hormônio esteroide essencial para a homeostase do cálcio e do fósforo, desempenhando um papel crucial na saúde óssea, imunidade e outras funções fisiológicas. Sua deficiência é comum, e a suplementação é frequentemente indicada para condições como osteopenia e osteoporose. No entanto, o uso indiscriminado e em doses excessivas, como observado no caso, pode levar à hipervitaminose D. A hipervitaminose D é caracterizada por níveis séricos elevados de 25-hidroxivitamina D e, consequentemente, hipercalcemia. A vitamina D aumenta a absorção intestinal de cálcio e fósforo, e em excesso, pode mobilizar cálcio dos ossos. A hipercalcemia resultante é a principal responsável pelas manifestações clínicas da toxicidade. Em longo prazo, a hipercalcemia crônica pode causar nefrocalcinose, que é a deposição de sais de cálcio no parênquima renal, levando à disfunção renal, nefrolitíase e, em casos graves, insuficiência renal. Outras consequências incluem distúrbios gastrointestinais, neurológicos e cardiovasculares. É fundamental que a suplementação de vitamina D seja feita sob orientação médica e com monitoramento dos níveis séricos.
Os sintomas são principalmente decorrentes da hipercalcemia e incluem náuseas, vômitos, anorexia, constipação, poliúria, polidipsia, fraqueza muscular, fadiga, confusão mental e, em casos graves, arritmias cardíacas e coma.
O excesso de vitamina D aumenta a absorção intestinal de cálcio e a reabsorção óssea, elevando os níveis séricos de cálcio (hipercalcemia). A hipercalcemia crônica leva à deposição de cristais de cálcio nos túbulos renais, causando nefrocalcinose e comprometimento da função renal.
A dose diária recomendada de vitamina D para a maioria dos adultos varia entre 600 a 2000 UI, dependendo da idade, exposição solar e níveis séricos. Doses acima de 4000 UI/dia são consideradas o limite superior tolerável e doses muito mais altas, como 40.000 UI/dia, são tóxicas.
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