UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015
A hipertensão arterial, que se associa a alterações metabólicas, hormonais e a fenômenos tróficos, é uma doença de causa multifatorial que acomete cerca de 15% a 20% da população brasileira adulta. Acerca dessa patologia, julgue o item subsecutivo.A maioria dos pacientes portadores de hipertensão arterial apresenta hipotrofia do ventrículo esquerdo.
HAS crônica → Hipertrofia VE (HVE), não hipotrofia, como adaptação à sobrecarga pressórica.
A hipertensão arterial crônica leva a um aumento da pós-carga, o que força o ventrículo esquerdo a trabalhar mais. Como resultado, o músculo cardíaco sofre hipertrofia (aumento da massa muscular) para compensar essa sobrecarga, e não hipotrofia. A HVE é um marcador de risco cardiovascular.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica multifatorial que afeta uma parcela significativa da população adulta brasileira, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Sua importância clínica reside na capacidade de causar danos a órgãos-alvo, como coração, rins, cérebro e vasos sanguíneos. O reconhecimento e manejo adequado da HAS são cruciais na prática médica. A fisiopatologia da HAS envolve complexas interações entre fatores genéticos, ambientais e hormonais, resultando em aumento da resistência vascular periférica e/ou do débito cardíaco. No coração, a sobrecarga pressórica crônica imposta pela HAS leva ao remodelamento cardíaco, caracterizado principalmente pela hipertrofia ventricular esquerda (HVE). A HVE é uma adaptação compensatória que permite ao ventrículo esquerdo gerar maior pressão para ejetar o sangue contra a resistência elevada, mas a longo prazo, está associada a disfunção diastólica e sistólica, arritmias e maior risco de eventos cardiovasculares. O diagnóstico da HVE é feito predominantemente por ecocardiograma, embora o eletrocardiograma possa fornecer indícios. O tratamento da HAS, com o objetivo de reduzir a pressão arterial, é fundamental para prevenir ou reverter a HVE e suas complicações. Medicamentos como inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA), betabloqueadores e diuréticos são eficazes na redução da pressão e, consequentemente, na regressão da HVE, melhorando o prognóstico dos pacientes.
A hipertensão arterial crônica aumenta a pós-carga cardíaca, levando o ventrículo esquerdo a hipertrofiar para manter o débito cardíaco. Essa hipertrofia é uma adaptação, mas também um fator de risco para eventos cardiovasculares.
A hipertrofia ventricular esquerda é diagnosticada principalmente por ecocardiograma, que avalia a massa e espessura das paredes do ventrículo esquerdo. O eletrocardiograma também pode sugerir HVE, mas com menor sensibilidade e especificidade.
A HVE é um fator de risco independente para eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e morte súbita. Seu controle é fundamental no manejo da hipertensão.
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