HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
A hipertrofia de ventrículo esquerdo pode ser detectada no eletrocardiograma utilizando-se os critérios de Sokolof, que são definidos por
Critério de Sokolow-Lyon para HVE: R em V5 ou V6 + S em V1 > 35 mm.
Os critérios de Sokolow-Lyon são amplamente utilizados para o diagnóstico eletrocardiográfico da hipertrofia de ventrículo esquerdo (HVE). Eles consideram a soma da amplitude da onda R em V5 ou V6 com a amplitude da onda S em V1. Um valor maior que 35 mm sugere HVE, refletindo o aumento da massa ventricular.
A hipertrofia de ventrículo esquerdo (HVE) é uma adaptação do coração a sobrecargas hemodinâmicas crônicas, como hipertensão arterial sistêmica ou estenose aórtica. Sua detecção é crucial, pois a HVE é um preditor independente de eventos cardiovasculares adversos, incluindo insuficiência cardíaca, arritmias e morte súbita. O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta de triagem acessível e amplamente utilizada para identificar a HVE. Entre os diversos critérios eletrocardiográficos para HVE, os critérios de Sokolow-Lyon são um dos mais conhecidos e aplicados na prática clínica. Eles se baseiam na soma da amplitude da onda S na derivação V1 com a amplitude da onda R na derivação V5 ou V6. Se essa soma for maior que 35 mm, o diagnóstico de HVE é sugerido. É importante lembrar que, embora úteis, os critérios de ECG para HVE possuem sensibilidade limitada, e a ecocardiografia é o padrão-ouro para sua avaliação. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação do ECG e conhecer os principais critérios de HVE para uma avaliação inicial do paciente. A presença de HVE no ECG deve alertar para a necessidade de investigação adicional e otimização do controle dos fatores de risco subjacentes, visando prevenir a progressão da doença cardíaca e melhorar o prognóstico do paciente.
Os critérios de Sokolow-Lyon definem a hipertrofia ventricular esquerda quando a soma da amplitude da onda R em V5 ou V6 com a amplitude da onda S em V1 é maior que 35 mm.
A HVE é um marcador de risco cardiovascular independente, associada a um aumento na incidência de eventos como insuficiência cardíaca, arritmias, infarto do miocárdio e morte súbita. Seu diagnóstico permite a estratificação de risco e a otimização do tratamento.
Sim, existem outros critérios como os de Cornell (S em V3 + R em aVL > 28 mm para homens ou > 20 mm para mulheres) e os de Romhilt-Estes, que utilizam um sistema de pontuação baseado em múltiplos achados eletrocardiográficos.
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