Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023
Em uma jovem com hipertrofia gengival, qual das seguintes condições é a causa MAIS PROVÁVEL desse achado?
Hipertrofia gengival em jovem → investigar uso de difenilhidantoína (fenitoína), um efeito adverso comum.
A hipertrofia gengival é um efeito adverso bem conhecido de certos medicamentos, sendo a difenilhidantoína (fenitoína) uma das causas mais comuns. Este anticonvulsivante pode induzir o crescimento excessivo do tecido gengival, especialmente em jovens, exigindo manejo odontológico e, por vezes, ajuste da medicação.
A hipertrofia gengival, ou hiperplasia gengival, é o aumento do volume do tecido gengival, que pode ser causado por diversos fatores, incluindo inflamação, condições sistêmicas e, notavelmente, o uso de certos medicamentos. Em jovens, a hipertrofia gengival induzida por fármacos é uma causa importante a ser considerada no diagnóstico diferencial. Entre os medicamentos que podem causar hipertrofia gengival, a difenilhidantoína (fenitoína), um anticonvulsivante amplamente utilizado, é uma das causas mais prevalentes. O mecanismo envolve a alteração do metabolismo dos fibroblastos gengivais, resultando em um acúmulo excessivo de colágeno e outras proteínas da matriz extracelular. Outros fármacos incluem bloqueadores dos canais de cálcio e imunossupressores como a ciclosporina. O diagnóstico requer uma anamnese detalhada sobre o uso de medicamentos. O manejo inclui a otimização da higiene bucal, procedimentos periodontais e, em alguns casos, a substituição do medicamento ou a realização de gengivectomia. É fundamental que médicos e dentistas trabalhem em conjunto para garantir o melhor cuidado ao paciente, minimizando os efeitos adversos e mantendo o controle da condição primária.
Além da difenilhidantoína (fenitoína), outros medicamentos comumente associados incluem os bloqueadores dos canais de cálcio (como nifedipino, verapamil, diltiazem) e a ciclosporina, um imunossupressor.
A difenilhidantoína interfere no metabolismo do colágeno pelos fibroblastos gengivais, levando a um acúmulo excessivo de matriz extracelular. Também pode haver um componente inflamatório secundário à dificuldade de higiene.
O manejo envolve higiene bucal rigorosa, raspagem e alisamento radicular. Em casos graves, pode ser necessária a gengivectomia. Se possível, a substituição do medicamento por um alternativo deve ser considerada em conjunto com o médico prescritor.
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