SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Paciente de 60 anos de idade procura ambulatório de ginecologia com queixa de “bola” na vagina aos esforços. Durante o exame, foi realizado o POP-Q que demonstrou o seguinte cenário:De acordo com o POP-Q da paciente em questão, qual o diagnóstico mais provável?
Sensação de "bola" vaginal com POP-Q normal → considerar hipertrofia de colo uterino como diagnóstico diferencial.
A hipertrofia de colo uterino pode mimetizar sintomas de prolapso, como a sensação de "bola" na vagina. É crucial realizar o exame físico completo e o POP-Q para diferenciar e excluir prolapsos significativos, direcionando o diagnóstico correto.
A hipertrofia de colo uterino é uma condição benigna caracterizada pelo aumento do tamanho do colo uterino. Embora muitas vezes assintomática, pode apresentar-se com queixas semelhantes às do prolapso de órgãos pélvicos (POP), como a sensação de "bola" ou peso na vagina, o que a torna um importante diagnóstico diferencial em ginecologia. Sua etiologia pode estar relacionada a processos inflamatórios crônicos, alterações hormonais ou ser idiopática. O diagnóstico da hipertrofia de colo uterino é primariamente clínico, baseado no exame ginecológico. É fundamental realizar uma avaliação completa, incluindo o Sistema de Quantificação do Prolapso de Órgãos Pélvicos (POP-Q), para diferenciar a hipertrofia de um prolapso uterino verdadeiro. Enquanto o POP-Q quantifica o descenso dos órgãos pélvicos, a hipertrofia se manifesta como um colo aumentado, mas sem necessariamente um prolapso significativo. Exames complementares como ultrassonografia pélvica podem auxiliar na avaliação do tamanho e morfologia do colo. O manejo da hipertrofia de colo uterino depende da presença e intensidade dos sintomas. Para pacientes assintomáticas, a conduta pode ser expectante. Em casos sintomáticos, onde a hipertrofia causa desconforto significativo, sangramento ou impacta a qualidade de vida, opções cirúrgicas como conização, traquelectomia ou histerectomia podem ser consideradas. É crucial que o residente saiba diferenciar esta condição de outras causas de massa vaginal para um manejo adequado e evitar intervenções desnecessárias.
A hipertrofia de colo uterino pode ser assintomática ou causar sintomas como sensação de peso ou "bola" na vagina, sangramento pós-coito ou dor pélvica, mimetizando prolapso.
A diferenciação é feita pelo exame físico, incluindo o POP-Q, que quantifica o prolapso. Na hipertrofia, o colo pode estar aumentado, mas sem o descenso significativo dos órgãos pélvicos característico do prolapso.
O tratamento depende dos sintomas. Se assintomática, pode ser apenas observação. Em casos sintomáticos, pode-se considerar tratamento cirúrgico, como conização ou histerectomia, dependendo da causa e desejo da paciente.
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