FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2015
Escolar de sete anos foi levado pela própria mãe ao ambulatório de pediatria referindo que o filho apresenta roncos durante o sono há 2 anos com piora progressiva. Durante o atendimento, o pediatra suspeitou de hipertrofia de adenóide e solicitou radiografia de Cavum, a qual revelou estreitamento da coluna aérea da nasofaringe de cerca de 80%. A mãe refere que está dormindo no quarto dele há 3 meses, pois afirma presenciar cerca de 3 pausas respiratórias do filho por noite de sono. Baseado no quadro clínico deste paciente responda qual a conduta indicada para este caso?
Criança com roncos progressivos, pausas respiratórias no sono e hipertrofia de adenoides (80% obstrução) → SAOS = Adenoidectomia.
A hipertrofia de adenoides é a causa mais comum de apneia obstrutiva do sono (SAOS) em crianças. A presença de roncos intensos, pausas respiratórias e obstrução significativa da via aérea superior justifica a indicação cirúrgica de adenoidectomia, que é o tratamento de primeira linha para resolver a obstrução e melhorar a qualidade do sono e desenvolvimento.
A hipertrofia de adenoides é uma condição comum na infância, caracterizada pelo aumento do tecido linfoide na nasofaringe, que pode causar obstrução das vias aéreas superiores. É uma das principais causas de distúrbios respiratórios do sono em crianças, incluindo roncos primários e a apneia obstrutiva do sono (SAOS). A prevalência é maior em crianças em idade pré-escolar e escolar, e a condição pode impactar negativamente a qualidade de vida, o desenvolvimento neurocognitivo e o crescimento. O diagnóstico da hipertrofia de adenoides é baseado na história clínica, com sintomas como roncos noturnos, respiração oral persistente, voz anasalada, rinorreia crônica e otites médias de repetição. A suspeita de SAOS surge com a presença de pausas respiratórias, engasgos noturnos, sono agitado e sonolência diurna. O exame físico pode revelar fácies adenoidiana. Exames complementares incluem a radiografia de cavum, que avalia o grau de obstrução da nasofaringe, e a polissonografia, que é o padrão-ouro para confirmar e quantificar a SAOS. A conduta para hipertrofia de adenoides depende da gravidade dos sintomas e do grau de obstrução. Em casos leves, pode-se tentar tratamento conservador com corticoides tópicos nasais. No entanto, em situações de obstrução significativa da via aérea (como 80% no caso) e, especialmente, na presença de apneia obstrutiva do sono com pausas respiratórias, a adenoidectomia (remoção cirúrgica da adenoide) é o tratamento de primeira linha. O encaminhamento ao otorrinolaringologista para avaliação cirúrgica é mandatório nesses casos, visando melhorar a respiração, a qualidade do sono e prevenir complicações a longo prazo.
Os sintomas incluem roncos noturnos, respiração oral, voz anasalada, rinorreia crônica, otites de repetição e, em casos mais graves, pausas respiratórias durante o sono e apneia obstrutiva do sono.
A cirurgia é indicada em casos de obstrução significativa da via aérea superior, apneia obstrutiva do sono documentada, otites médias de repetição, rinossinusites crônicas ou alterações faciais decorrentes da respiração oral crônica.
A radiografia de cavum é um exame complementar que permite avaliar o tamanho da adenoide e o grau de obstrução da nasofaringe, auxiliando na confirmação diagnóstica e na decisão terapêutica, embora a endoscopia seja mais precisa.
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