Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2015
Paciente feminina, 34 anos de idade, procura assistência médica em função de nervosismo e choro frequentes, “coração disparado”, não tolera calor e tem sudorese aumentada. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 102 bpm, pressão arterial 130 x 90 mmHg, pele quente e úmida, discreto espessamento da pele nas regiões tibiais. Mediante o caso clínico descrito, escolha a alternativa correta acerca da principal hipótese diagnóstica e medidas complementares.
Nervosismo, taquicardia, intolerância ao calor + dermopatia tibial → Hipertiroidismo.
O quadro clínico clássico com sintomas de hipermetabolismo (nervosismo, taquicardia, intolerância ao calor, sudorese) e sinais como pele quente/úmida e dermopatia tireoidiana (espessamento tibial) é altamente sugestivo de hipertireoidismo, sendo a Doença de Graves a causa mais comum. A investigação inicial envolve a dosagem de TSH e hormônios tireoidianos (T4 livre, T3 total/livre) e ultrassonografia da tireoide para avaliar a glândula.
O hipertiroidismo é uma síndrome clínica resultante do excesso de hormônios tireoidianos (T3 e T4) circulantes, levando a um estado de hipermetabolismo. A causa mais comum é a Doença de Graves, uma doença autoimune caracterizada pela produção de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb), que levam à hiperfunção da glândula tireoide. Outras causas incluem bócio multinodular tóxico, adenoma tóxico e tireoidites. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em sintomas como nervosismo, irritabilidade, insônia, taquicardia, palpitações, intolerância ao calor, sudorese excessiva, perda de peso com apetite preservado, tremores finos e fraqueza muscular. Ao exame físico, pode-se encontrar taquicardia, pele quente e úmida, bócio (difuso na Doença de Graves), e sinais específicos como exoftalmia e dermopatia pré-tibial. A confirmação laboratorial é feita pela dosagem de TSH (geralmente suprimido) e T4 livre (elevado). Após a confirmação laboratorial, a investigação etiológica prossegue com a ultrassonografia da tireoide para avaliar a morfologia da glândula e a presença de nódulos, e, se necessário, a dosagem de TRAb ou cintilografia de tireoide. O tratamento visa controlar os sintomas e reduzir a produção hormonal, podendo incluir drogas antitireoidianas (metimazol, propiltiouracil), iodo radioativo ou cirurgia (tireoidectomia), dependendo da etiologia e das características do paciente.
Os sintomas incluem nervosismo, irritabilidade, taquicardia, palpitações, intolerância ao calor, sudorese excessiva, perda de peso, tremores e diarreia. Sinais comuns são bócio, exoftalmia, pele quente e úmida, e dermopatia tireoidiana.
A dosagem de TSH (geralmente suprimido) e T4 livre (elevado) são os exames iniciais. A ultrassonografia da tireoide é útil para avaliar o tamanho, a ecotextura e a presença de nódulos, auxiliando na etiologia.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertiroidismo, sendo uma doença autoimune. Caracteriza-se por bócio difuso, oftalmopatia (exoftalmia) e, em alguns casos, dermopatia tireoidiana (mixedema pré-tibial).
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