UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Quanto ao hipertireoidismo na infância, a primeira opção de tratamento é:
Hipertireoidismo na infância → Drogas antitireoidianas (Metimazol/Propiltiuracil) são a primeira linha de tratamento.
O hipertireoidismo na infância, frequentemente causado pela Doença de Graves, tem como primeira linha de tratamento as drogas antitireoidianas, como o Metimazol ou Propiltiuracil. A levotiroxina é utilizada para hipotireoidismo, não para hipertireoidismo.
O hipertireoidismo na infância é uma condição menos comum que o hipotireoidismo, sendo a Doença de Graves a etiologia mais frequente. Caracteriza-se pela produção excessiva de hormônios tireoidianos, levando a sintomas como taquicardia, perda de peso, irritabilidade, exoftalmia e bócio. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações no desenvolvimento da criança. A fisiopatologia da Doença de Graves envolve a produção de autoanticorpos (TRAb) que se ligam e estimulam o receptor de TSH na tireoide, resultando em hiperfunção glandular. O tratamento visa controlar a produção hormonal e aliviar os sintomas. A primeira linha de tratamento são as drogas antitireoidianas, como o Metimazol, que inibem a síntese de hormônios tireoidianos. O Propiltiuracil é uma alternativa, mas com maior risco de hepatotoxicidade, sendo geralmente reservado para situações específicas. Outras opções terapêuticas incluem o iodo radioativo (I131) e a tireoidectomia, que são tratamentos definitivos. No entanto, são geralmente considerados após a falha da terapia medicamentosa, em casos de efeitos adversos graves, ou quando há bócio muito volumoso. A levotiroxina, mencionada na alternativa A, é o tratamento padrão para o hipotireoidismo, e não para o hipertireoidismo, sendo um erro conceitual comum confundir as abordagens terapêuticas.
A principal causa de hipertireoidismo na infância é a Doença de Graves, uma doença autoimune em que anticorpos estimulam a tireoide a produzir hormônios em excesso.
A primeira linha de tratamento são as drogas antitireoidianas (Metimazol ou Propiltiuracil). Outras opções incluem iodo radioativo e tireoidectomia, geralmente consideradas em casos de falha terapêutica ou efeitos adversos.
O Metimazol é geralmente preferível devido à sua dosagem uma vez ao dia e menor risco de hepatotoxicidade grave em comparação com o Propiltiuracil, que é reservado para situações específicas como o primeiro trimestre da gravidez ou tempestade tireoidiana.
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