UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
A tireoide tem um papel importante na regulação de numerosos processos metabólicos de todo o corpo. Nos distúrbios da tireoide é correto afirmar:
Hipertireoidismo infantil = Doença de Graves na maioria dos casos, com secreção excessiva de hormônio tireoidiano.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo em crianças e adolescentes, caracterizada pela produção de autoanticorpos que estimulam o receptor de TSH, levando à hipersecreção hormonal. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações no desenvolvimento.
O hipertireoidismo na infância é uma condição de saúde importante, com a Doença de Graves sendo a etiologia mais frequente. Caracteriza-se pela produção excessiva de hormônios tireoidianos, que afeta múltiplos sistemas orgânicos e pode impactar significativamente o crescimento e desenvolvimento da criança. A prevalência é menor que no adulto, mas o reconhecimento precoce é vital para um bom prognóstico. A fisiopatologia da Doença de Graves envolve a produção de autoanticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb), que mimetizam a ação do TSH, levando à hiperfunção da glândula tireoide. O diagnóstico é feito pela dosagem de TSH suprimido e níveis elevados de T4 livre e T3 total/livre, além da detecção de TRAb. A suspeita clínica surge com sintomas como taquicardia, bócio, exoftalmia, perda de peso e alterações comportamentais. O tratamento do hipertireoidismo em crianças geralmente envolve medicamentos antitireoidianos (como metimazol ou propiltiouracil), iodo radioativo ou cirurgia. A escolha depende da idade do paciente, gravidade da doença e resposta ao tratamento. O acompanhamento regular é essencial para monitorar a função tireoidiana e ajustar a terapia, visando o controle dos sintomas e a prevenção de complicações a longo prazo.
A Doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo na infância e adolescência, sendo responsável por mais de 90% dos casos.
Os sintomas podem incluir taquicardia, exoftalmia, bócio, perda de peso, irritabilidade, tremores e intolerância ao calor.
O hipotireoidismo congênito, se não tratado, causa retardo mental e físico. O rastreamento neonatal (teste do pezinho) é fundamental para o diagnóstico precoce e início imediato do tratamento, prevenindo sequelas.
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