Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2020
Gestante no primeiro trimestre de gravidez com hipertiroidismo, qual deve ser o tratamento de escolha?
Hipertireoidismo no 1º trimestre gestacional → Propiltiouracil (PTU) é a droga de escolha.
No primeiro trimestre da gravidez, o Propiltiouracil (PTU) é o antitireoidiano de escolha devido ao menor risco de teratogenicidade em comparação com o Metimazol, que está associado a malformações congênitas, como aplasia cútis, nesse período crítico.
O hipertireoidismo na gravidez, frequentemente causado pela Doença de Graves, é uma condição que exige manejo cuidadoso devido aos riscos maternos e fetais. O tratamento adequado é crucial para prevenir complicações como pré-eclâmpsia, parto prematuro e tireotoxicose fetal. É um tópico de grande relevância em ginecologia-obstetrícia e endocrinologia. A escolha do tratamento farmacológico para o hipertireoidismo gestacional varia conforme o trimestre. No primeiro trimestre, o Propiltiouracil (PTU) é a droga de escolha devido ao menor risco de malformações congênitas. O Metimazol, embora mais potente e com menor risco de hepatotoxicidade, é evitado no primeiro trimestre por sua associação com embriopatia, incluindo aplasia cútis. Após o primeiro trimestre, a troca para Metimazol pode ser considerada, pois o risco de teratogenicidade diminui e o Metimazol apresenta menor risco de hepatotoxicidade grave em comparação com o PTU. O objetivo é manter a gestante em um estado de eutireoidismo ou hipertireoidismo leve, com monitoramento rigoroso da função tireoidiana materna e fetal ao longo de toda a gestação.
O Propiltiouracil (PTU) é preferido no primeiro trimestre da gravidez devido ao seu menor risco de teratogenicidade, especialmente em relação à aplasia cútis e outras malformações congênitas associadas ao Metimazol neste período crítico de organogênese.
Após o primeiro trimestre, muitos especialistas recomendam a troca do Propiltiouracil para o Metimazol, se tolerado. O Metimazol tem a vantagem de ser administrado em dose única diária e está associado a menor risco de hepatotoxicidade grave em comparação com o PTU.
O hipertireoidismo não tratado na gestação pode levar a complicações maternas como pré-eclâmpsia, insuficiência cardíaca, crise tireotóxica e aborto espontâneo. Para o feto, há riscos de restrição de crescimento intrauterino, prematuridade, bócio fetal e tireotoxicose neonatal.
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