HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
As doenças da tireoide são comuns nas mulheres em idade de reprodução. Os níveis do hormônio da tireoide costumam ser alterados na gravidez.Um procedimento que pode ser realizado, a fim de amenizar eventuais problemas decorrentes das doenças da tireoide, é:
PTU (propiltiouracil) é preferível no 1º trimestre da gravidez para hipertireoidismo devido à menor passagem placentária e inibição da conversão periférica T4-T3.
O propiltiouracil (PTU) é a droga de escolha para o tratamento do hipertireoidismo no primeiro trimestre da gravidez, pois atravessa menos a placenta e inibe a conversão periférica de T4 em T3, minimizando riscos fetais. Após o primeiro trimestre, o metimazol pode ser considerado devido ao menor risco de hepatotoxicidade materna.
As doenças da tireoide são prevalentes em mulheres em idade reprodutiva, e a gravidez impõe desafios únicos ao seu manejo devido às alterações fisiológicas nos hormônios tireoidianos e ao risco de efeitos adversos para o feto. O hipertireoidismo não tratado na gestação pode levar a complicações maternas como pré-eclâmpsia, insuficiência cardíaca e aborto, e fetais como restrição de crescimento intrauterino, prematuridade e tireotoxicose neonatal. O tratamento do hipertireoidismo na gravidez requer uma abordagem cuidadosa. Os medicamentos antitireoidianos, como o propiltiouracil (PTU) e o metimazol, são as principais opções. O PTU é geralmente preferido no primeiro trimestre devido à sua menor passagem placentária e menor associação com malformações congênitas graves, embora tenha um risco maior de hepatotoxicidade materna. Além disso, o PTU inibe a conversão periférica de T4 em T3, contribuindo para a redução dos níveis hormonais. Após o primeiro trimestre, muitos especialistas consideram a troca para o metimazol, que tem menor risco de hepatotoxicidade materna e pode ser administrado em dose única diária. A tireoidectomia é uma opção para casos refratários ou intolerância medicamentosa, idealmente realizada no segundo trimestre. É crucial monitorar de perto os níveis hormonais maternos e fetais para garantir um desfecho gestacional favorável, evitando o Iodo-131, que é absolutamente contraindicado.
O tratamento de escolha no primeiro trimestre é o propiltiouracil (PTU), devido à sua menor passagem placentária e menor risco de teratogenicidade em comparação com o metimazol nesse período.
O Iodo-131 é contraindicado na gravidez porque atravessa a placenta e pode causar destruição da tireoide fetal, resultando em hipotireoidismo congênito permanente. Além disso, expõe o feto à radiação.
A tireoidectomia pode ser considerada em casos de hipertireoidismo grave e refratário ao tratamento medicamentoso, ou em pacientes com reações adversas graves aos antitireoidianos. É preferível realizá-la no segundo trimestre da gravidez, quando os riscos para a mãe e o feto são menores.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo