Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Paciente de 29 anos, com história recente de hipertireoidismo, acabou de ser diagnosticada com gravidez de 5 semanas. Qual seria o medicamento de escolha:
Hipertireoidismo na gestação (1º trimestre) → Propiltiouracil (PTU) é a droga de escolha.
No primeiro trimestre da gravidez, o Propiltiouracil (PTU) é preferido para o tratamento do hipertireoidismo devido ao menor risco de teratogenicidade em comparação com o Tiamazol/Metimazol, que está associado a malformações congênitas, como aplasia cútis. Após o primeiro trimestre, pode-se considerar a troca para Tiamazol.
O hipertireoidismo na gravidez, frequentemente causado pela Doença de Graves, exige manejo cuidadoso devido aos riscos maternos e fetais, como pré-eclâmpsia, parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para um desfecho gestacional favorável. A fisiopatologia envolve a estimulação dos receptores de TSH por anticorpos, resultando em produção excessiva de hormônios tireoidianos. O diagnóstico é feito pela dosagem de TSH suprimido e T4 livre elevado. É importante diferenciar do hipertireoidismo gestacional transitório, que não requer tratamento. O tratamento farmacológico é a base, sendo o Propiltiouracil (PTU) a droga de escolha no primeiro trimestre devido ao menor risco de malformações congênitas. Após o primeiro trimestre, a troca para Tiamazol/Metimazol pode ser considerada, pois o PTU está associado a hepatotoxicidade. A dose deve ser a menor possível para manter a mãe em estado de eutireoidismo leve.
O tratamento de escolha para hipertireoidismo no primeiro trimestre da gravidez é o Propiltiouracil (PTU), devido ao seu menor risco de teratogenicidade fetal em comparação com outras drogas antitireoidianas.
O Propiltiouracil é preferido no início da gestação porque o Tiamazol/Metimazol está associado a malformações congênitas, como aplasia cútis e atresia de coanas, quando usado no primeiro trimestre. O PTU apresenta um perfil de segurança mais favorável nesse período crítico.
O Tiamazol/Metimazol apresenta riscos teratogênicos significativos no primeiro trimestre da gravidez, incluindo embriopatia, aplasia cútis, atresia de coanas e fístula traqueoesofágica. Por isso, é geralmente evitado nesse período, sendo preferido após o primeiro trimestre.
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