DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024
Gestante procura atendimento no pré-natal de alto risco encaminhada por hipertireoidismo. Refere intolerância aos medicamentos e, por isso, descontinuou o uso. A complicação mais esperada na paciente com hipertireoidismo mal controlado na gestação é:
Hipertireoidismo materno mal controlado na gestação → ↑ risco de pré-eclâmpsia.
O hipertireoidismo não controlado durante a gestação é uma condição de alto risco, associada a diversas complicações maternas e fetais. Entre as complicações maternas mais esperadas, a pré-eclâmpsia é uma das mais graves e frequentes, exigindo controle rigoroso da função tireoidiana.
O hipertireoidismo na gestação, mais frequentemente causado pela Doença de Graves, é uma condição que exige manejo cuidadoso devido aos riscos maternos e fetais. Sua prevalência é de cerca de 0,1% a 0,4% das gestações. O controle inadequado pode levar a desfechos adversos graves, sendo um tema de grande importância no pré-natal de alto risco. A fisiopatologia envolve a estimulação da tireoide por anticorpos (TRAb) ou, transitoriamente, pela gonadotrofina coriônica humana (hCG). O diagnóstico é feito pela dosagem de TSH suprimido e T4 livre elevado. A intolerância aos medicamentos é um desafio, mas a descontinuação pode levar à tireotoxicose grave. A pré-eclâmpsia é uma complicação bem estabelecida do hipertireoidismo não controlado, devido a mecanismos que envolvem disfunção endotelial e estresse oxidativo. O tratamento visa manter a gestante em estado eutireoideo com a menor dose possível de antitireoidianos. O propiltiouracil é preferido no primeiro trimestre, e o metimazol nos trimestres subsequentes. O monitoramento rigoroso da função tireoidiana materna e fetal é essencial. Residentes devem estar cientes da importância da adesão ao tratamento e da vigilância para complicações como a pré-eclâmpsia.
As principais complicações maternas incluem pré-eclâmpsia, insuficiência cardíaca congestiva, crise tireotóxica, aborto espontâneo, parto prematuro e descolamento prematuro de placenta.
O propiltiouracil (PTU) é a droga de escolha no primeiro trimestre devido ao menor risco de teratogenicidade, enquanto o metimazol pode ser preferido no segundo e terceiro trimestres, se o PTU não for tolerado ou eficaz.
Os riscos fetais incluem restrição de crescimento intrauterino, prematuridade, baixo peso ao nascer, bócio fetal, tireotoxicose fetal, taquicardia fetal e, em casos graves, óbito fetal.
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