UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, 36 anos, procura atendimento referindo palpitações, tremor de extremidades, insônia, perda ponderal de 15 kg nos últimos 30 dias e diarreia. Ao exame, observa-se pele quente e úmida, frequência cardíaca de 120 bpm e pressão arterial de 140 x 90 mmhg. Exames laboratoriais mostram: TSH: 0,001 MUI/l (Valores de referência: 0,4 a 4,3); T4 livre: 2,5 ng/dl (0,7 a 1,8)), Glicemia de jejum: 80 bpm; Colesterol total: 180 mg/dl; HD-colesterol: 47 mg/dl ; LDL-colesterol: 100 mg/dl, triglicerídeo: 100 mg/dl. Ultrassonografia da tireoide mostra nódulo hiperecogênico, TI-RADS 3, de 1,2 cm, no lobo esquerdo da tireoide. Diante desse caso, qual exame deve ser solicitado?
Hipertireoidismo + nódulo tireoidiano → Cintilografia para avaliar funcionalidade do nódulo.
Em um quadro de hipertireoidismo com TSH suprimido e T4 livre elevado, a presença de um nódulo tireoidiano na ultrassonografia exige a realização de cintilografia para determinar se o nódulo é "quente" (produtor de hormônio e causa do hipertireoidismo) ou "frio" (não produtor e incidental, necessitando de PAAF se suspeito de malignidade).
O hipertireoidismo é uma condição em que a glândula tireoide produz hormônios em excesso, levando a um estado de hipermetabolismo. Os sintomas incluem palpitações, tremor, perda de peso, insônia e diarreia. A presença de um nódulo tireoidiano em um paciente com hipertireoidismo levanta a questão se o nódulo é a causa da tireotoxicose ou um achado incidental. A investigação diagnóstica começa com a avaliação laboratorial de TSH e T4 livre. Em caso de TSH suprimido e T4 livre elevado, a cintilografia da tireoide é o próximo passo fundamental. Ela permite diferenciar entre causas como Doença de Graves (captação difusa), adenoma tóxico (nódulo "quente" com supressão do restante da glândula) ou bócio multinodular tóxico. Se a cintilografia revelar um nódulo "quente", a PAAF geralmente não é necessária, pois esses nódulos são quase sempre benignos. Se o nódulo for "frio" ou não captante, ele deve ser avaliado para risco de malignidade, seguindo as diretrizes de PAAF baseadas no tamanho e nas características ultrassonográficas (TI-RADS). O tratamento dependerá da causa subjacente, podendo incluir drogas antitireoidianas, iodo radioativo ou cirurgia.
A cintilografia é crucial para determinar a funcionalidade do nódulo. Se o nódulo for "quente" (hiperfuncionante), ele é a causa do hipertireoidismo e raramente maligno. Se for "frio" (hipofuncionante), ele é incidental e deve ser avaliado para malignidade.
Os achados laboratoriais típicos de hipertireoidismo primário são TSH suprimido (muito baixo) e níveis elevados de T4 livre e/ou T3 total/livre.
A PAAF é indicada para nódulos "frios" ou não funcionantes na cintilografia, ou para nódulos com características ultrassonográficas suspeitas de malignidade, independentemente da função tireoidiana, desde que o paciente não esteja em tireotoxicose grave.
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