IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma mulher de 27 anos refere labilidade emocional, choro fácil, dificuldade para dormir e palpitações taquicárdicas. Na avaliação clínica, apresenta-se inquieta, com pele quente e úmida e tremor fino de extremidades. Sua frequência cardíaca é de 116bpm, e notam-se reflexos tendinosos exacerbados. Assinale a alternativa que contém o achado de exame complementar mais provável:
Labilidade emocional, taquicardia, tremor, pele quente/úmida → Hipertireoidismo = TSH baixo.
Os sintomas apresentados (labilidade emocional, choro fácil, insônia, palpitações, inquietação, pele quente/úmida, tremor fino, taquicardia, reflexos exacerbados) são clássicos de hipertireoidismo (tireotoxicose). Nesses casos, o TSH (hormônio tireoestimulante) estará suprimido (baixo) devido ao feedback negativo dos altos níveis de T3 e T4 na hipófise.
O hipertireoidismo, ou tireotoxicose, é uma condição clínica resultante do excesso de hormônios tireoidianos circulantes, que aceleram o metabolismo do corpo. É mais comum em mulheres e pode se manifestar com uma ampla gama de sintomas, incluindo labilidade emocional, ansiedade, insônia, palpitações, taquicardia, tremor fino de extremidades, intolerância ao calor, sudorese excessiva, perda de peso e diarreia. Ao exame físico, o paciente pode apresentar pele quente e úmida, taquicardia, reflexos tendinosos exacerbados e, em casos de Doença de Graves, bócio e oftalmopatia. O diagnóstico laboratorial do hipertireoidismo baseia-se principalmente na dosagem do TSH (hormônio tireoestimulante) e do T4 livre. Em casos de hipertireoidismo primário, o TSH estará suprimido (muito baixo ou indetectável) devido ao feedback negativo dos altos níveis de T3 e T4 sobre a hipófise. Concomitantemente, os níveis de T4 livre (e, por vezes, T3 livre) estarão elevados. A dosagem de T4 total pode ser influenciada por proteínas carreadoras, sendo o T4 livre um indicador mais preciso. O tratamento do hipertireoidismo visa controlar os sintomas e reduzir a produção de hormônios tireoidianos. As opções incluem medicamentos antitireoidianos (como metimazol ou propiltiouracil), iodo radioativo e cirurgia (tireoidectomia). A escolha do tratamento depende da causa subjacente, gravidade dos sintomas, idade do paciente e comorbidades. O acompanhamento regular da função tireoidiana é essencial para ajustar a dose da medicação e monitorar a resposta terapêutica.
Os sintomas incluem labilidade emocional, insônia, palpitações, perda de peso, intolerância ao calor, diarreia e fraqueza muscular. Sinais comuns são taquicardia, tremor fino, pele quente e úmida, exoftalmia (na Doença de Graves) e reflexos tendinosos exacerbados.
No hipertireoidismo, as glândulas tireoides produzem excesso de T3 e T4. Esses altos níveis de hormônios tireoidianos exercem um feedback negativo sobre a hipófise, inibindo a produção e liberação de TSH, resultando em um TSH suprimido (baixo).
O diagnóstico é confirmado pela dosagem de TSH e T4 livre. Um TSH baixo com T4 livre elevado é característico. Em alguns casos, o T3 livre também pode estar elevado.
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