SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Uma paciente de 60 anos, com antecedentes de hipertensão arterial e doença coronariana tratada com angioplastia e stent há três anos, procurou o ambulatório com queixas de palpitações, perda de peso (8kg em três meses), labilidade emocional, sudorese excessiva e hiperdefecação. Ao exame, foram observados: aumento do volume tireoideano, retração palpebral, taquicardia, pele úmida e quente e tremor fino de extremidades.Qual das opções terapêuticas abaixo NÃO seria uma boa opção nesse momento?
Iodoterapia (Iodo radioativo) NÃO é primeira linha em crise tireotóxica ou hipertireoidismo descompensado, pois pode piorar o quadro agudamente.
A paciente apresenta um quadro clínico de hipertireoidismo descompensado, possivelmente uma crise tireotóxica iminente. A iodoterapia (iodo radioativo) é contraindicada nesse momento, pois a liberação inicial de hormônios tireoidianos induzida pelo iodo pode agravar o quadro.
A paciente apresenta um quadro clássico de hipertireoidismo, com sintomas como palpitações, perda de peso, labilidade emocional, sudorese, hiperdefecação, além de sinais como aumento do volume tireoidiano, retração palpebral, taquicardia, pele úmida e quente e tremor fino. A presença de doença coronariana prévia torna o manejo ainda mais crítico, pois a tireotoxicose pode precipitar eventos cardíacos. O diagnóstico diferencial principal é a Doença de Graves, mas outras causas como bócio multinodular tóxico também devem ser consideradas. Nesse cenário de hipertireoidismo descompensado, o objetivo inicial do tratamento é controlar rapidamente os sintomas e a produção excessiva de hormônios tireoidianos. As tionamidas (propiltiouracil ou metimazol) são a primeira linha para bloquear a síntese hormonal. Betabloqueadores, como o atenolol, são essenciais para controlar os sintomas adrenérgicos, como taquicardia e tremor. O iodeto de potássio pode ser usado para bloquear a liberação de hormônios pré-formados e inibir a organificação do iodo, sendo útil em situações de crise ou preparo para tireoidectomia. A iodoterapia (iodo radioativo) é uma opção de tratamento definitivo para o hipertireoidismo, mas não é adequada para o momento agudo. A administração de iodo radioativo pode, inicialmente, causar uma liberação transitória de hormônios tireoidianos, exacerbando a tireotoxicose, o que seria perigoso para esta paciente já descompensada e com comorbidades cardíacas. Portanto, a iodoterapia só deve ser considerada após a estabilização do paciente com tionamidas e betabloqueadores.
O tratamento inicial visa controlar os sintomas e reduzir a produção hormonal, utilizando tionamidas (propiltiouracil ou metimazol) para bloquear a síntese hormonal e betabloqueadores (como atenolol) para controlar os sintomas adrenérgicos.
O iodeto de potássio (solução de Lugol) é usado para bloquear a liberação de hormônios tireoidianos pré-formados e inibir a organificação do iodo, sendo útil em crises tireotóxicas ou no preparo pré-operatório.
A iodoterapia é uma opção de tratamento definitivo para hipertireoidismo, indicada após a estabilização do paciente com tionamidas, especialmente em casos de Doença de Graves, bócio multinodular tóxico ou adenoma tóxico.
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