HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Paciente de 32 anos apresenta quadro clínico de apendicite aguda e é submetido à apendicectomia videolaparoscópica. Durante o ato anestésico, apresenta taquicardia, labilidade pressórica, sudorese, rigidez de membros inferiores e hipertemia progressiva. O diagnóstico deste paciente foi de hipertemia maligna. Qual medicação deve ser administrada?
Crise de hipertermia maligna → Dantrolene sódico é o tratamento específico e salvador.
A hipertermia maligna é uma emergência anestésica rara, mas potencialmente fatal, desencadeada por agentes anestésicos voláteis e succinilcolina. O tratamento específico e de primeira linha é a administração imediata de Dantrolene sódico.
A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome farmacogenética rara, mas potencialmente fatal, que ocorre em indivíduos suscetíveis quando expostos a agentes anestésicos inalatórios voláteis (como halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) ou ao relaxante muscular despolarizante succinilcolina. É caracterizada por um estado hipermetabólico do músculo esquelético, levando a um aumento descontrolado do cálcio intracelular, resultando em contração muscular sustentada, produção excessiva de calor e acidose metabólica. Os sinais clínicos da HM incluem taquicardia inexplicável, taquipneia, aumento rápido do CO2 expirado (um dos primeiros e mais sensíveis sinais), rigidez muscular (especialmente do masseter e membros), labilidade pressórica, arritmias, sudorese profusa e hipertermia progressiva e rápida. O diagnóstico é clínico, baseado na suspeita durante o ato anestésico. A intervenção imediata é crucial para a sobrevida do paciente. O tratamento da crise de hipertermia maligna é a administração imediata de Dantrolene sódico intravenoso, que é o único tratamento específico. O Dantrolene age diretamente no músculo esquelético, inibindo a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático, interrompendo assim o ciclo hipermetabólico. Além do Dantrolene, medidas de suporte incluem a interrupção dos agentes desencadeantes, hiperventilação com oxigênio a 100%, resfriamento do paciente, tratamento da acidose metabólica e das arritmias, e monitoramento intensivo.
Os sinais incluem taquicardia, taquipneia, rigidez muscular (especialmente masseter e membros), labilidade pressórica, sudorese profusa, hipertermia progressiva e rápida, e aumento do CO2 expirado (hipercapnia).
O Dantrolene atua diretamente no músculo esquelético, inibindo a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático. Isso interrompe a contração muscular excessiva e a produção de calor, revertendo a crise de hipertermia maligna.
Os principais agentes desencadeantes são os anestésicos inalatórios voláteis (halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e o relaxante muscular despolarizante succinilcolina. A hipertermia maligna é uma condição genética autossômica dominante.
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