Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023
Menino, 5 anos, internado com pneumonia e derrame pleural esquerda é encaminhado ao centro cirurgico para drenagem de tórax. Realizado procedimento sob sedação inalatória, contudo evoluiu ao final com TAX: 39,4°C, FC: 192 bpm, FR: 48 irpm e rigidez muscular, sem outras alterações. Diante do quadro clinico, o tratamento adequado é:
Sedação inalatória + rigidez muscular + taquicardia + hipertermia súbita → Hipertermia Maligna = Dantrolene.
A hipertermia maligna é uma condição farmacogenética rara, mas potencialmente fatal, desencadeada por agentes anestésicos inalatórios e succinilcolina. A suspeita deve ser alta em pacientes que desenvolvem taquicardia, rigidez muscular, hipercapnia e hipertermia rapidamente após a exposição.
A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome farmacogenética rara, autossômica dominante, que se manifesta como uma crise hipermetabólica em indivíduos suscetíveis expostos a agentes anestésicos voláteis (como halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) ou succinilcolina. Sua incidência varia, mas é uma das principais causas de mortalidade relacionada à anestesia, sendo crucial o reconhecimento e manejo rápido. A fisiopatologia envolve uma liberação descontrolada de cálcio do retículo sarcoplasmático das células musculares esqueléticas, devido a uma mutação no receptor de rianodina (RYR1). Isso leva a um aumento massivo do metabolismo muscular, resultando em produção excessiva de calor, consumo de oxigênio, produção de CO2, acidose metabólica e rigidez muscular generalizada. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de taquicardia, hipercapnia e rigidez muscular, seguida por hipertermia. O tratamento é uma emergência médica e consiste na interrupção imediata dos agentes desencadeantes, hiperventilação com oxigênio a 100%, resfriamento do paciente e administração intravenosa de dantrolene. O dantrolene é um relaxante muscular que atua diretamente no receptor de rianodina, inibindo a liberação de cálcio e revertendo a crise hipermetabólica. O manejo precoce e agressivo é fundamental para reduzir a morbimortalidade.
Os principais sinais incluem taquicardia, taquipneia, rigidez muscular, hipercapnia, acidose metabólica e elevação rápida da temperatura corporal.
O tratamento de primeira linha é a administração intravenosa de dantrolene, um relaxante muscular direto que atua no receptor de rianodina.
Agentes anestésicos inalatórios halogenados (como halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e o relaxante muscular despolarizante succinilcolina são os principais gatilhos.
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