UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
J.S.C., 28 anos, apresenta quadro clínico de colelitíase e é submetida à colecistectomia videolaparoscópica. Durante o ato anestésico, apresenta taquicardia, labilidade pressórica, sudorese, rigidez de membros inferiores e hipertermia progressiva. O diagnóstico desta paciente foi de hipertermia maligna. Qual medicação deve ser administrada?
Hipertermia maligna (taquicardia, rigidez, hipertermia) durante anestesia → Dantrolene é o tratamento específico.
A hipertermia maligna é uma condição farmacogenética rara e potencialmente fatal, desencadeada por agentes anestésicos voláteis e succinilcolina. Caracteriza-se por hipermetabolismo muscular, resultando em taquicardia, rigidez, hipercapnia e hipertermia. O dantrolene é o único tratamento específico, agindo no receptor de rianodina.
A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome farmacogenética rara, mas potencialmente fatal, que ocorre em indivíduos suscetíveis quando expostos a agentes anestésicos inalatórios voláteis (halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) ou ao relaxante muscular despolarizante succinilcolina. É uma emergência anestésica que exige reconhecimento e tratamento imediatos. A fisiopatologia da HM envolve um defeito no receptor de rianodina (RyR1) no retículo sarcoplasmático das células musculares esqueléticas. Este defeito leva a uma liberação descontrolada de cálcio intracelular em resposta aos agentes desencadeantes, resultando em contração muscular sustentada e um estado hipermetabólico. Os sinais incluem taquicardia, hipercapnia, rigidez muscular (especialmente masseter), acidose metabólica e, tardiamente, hipertermia progressiva. O tratamento da hipertermia maligna é primariamente com dantrolene, o único agente específico. A administração deve ser imediata, juntamente com a interrupção dos agentes desencadeantes, hiperventilação com oxigênio a 100%, resfriamento do paciente e correção da acidose e hipercalemia. A prontidão no diagnóstico e tratamento é crucial para a sobrevida do paciente, e a disponibilidade de dantrolene é mandatória em qualquer local onde anestesia geral seja administrada.
Os primeiros sinais incluem taquicardia inexplicada, aumento do dióxido de carbono expirado (hipercapnia), rigidez muscular (especialmente masseter), labilidade pressórica e sudorese. A hipertermia é um sinal tardio, mas grave.
O dantrolene é um relaxante muscular direto que age no receptor de rianodina (RyR1) no retículo sarcoplasmático das células musculares. Ele inibe a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático, reduzindo o hipermetabolismo muscular e revertendo os sintomas da hipertermia maligna.
A hipertermia maligna é desencadeada por agentes anestésicos inalatórios voláteis (como halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e pelo relaxante muscular despolarizante succinilcolina. Outros medicamentos, como atropina, flumazenil, naloxona e biperideno, não são desencadeadores.
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