IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Para um paciente com história familiar de hipertermia maligna durante procedimento anestésico, é fundamental a seguinte precaução no pré-operatório:
História familiar de hipertermia maligna → Teste de contração à cafeína e halotano (biópsia muscular) para diagnóstico definitivo.
A hipertermia maligna é uma condição genética rara e potencialmente fatal, desencadeada por agentes anestésicos voláteis e succinilcolina. O diagnóstico de suscetibilidade é crucial no pré-operatório para evitar o gatilho e garantir uma anestesia segura.
A hipertermia maligna (HM) é uma condição farmacogenética rara, autossômica dominante, que se manifesta como uma crise hipermetabólica aguda em indivíduos geneticamente suscetíveis quando expostos a agentes anestésicos voláteis ou succinilcolina. A prevalência é estimada em 1:5.000 a 1:100.000 anestesias, mas a mortalidade pode ser alta se não for reconhecida e tratada rapidamente. A importância clínica reside na necessidade de identificação pré-operatória para prevenção. A fisiopatologia central da HM envolve uma mutação no gene RYR1, que codifica o receptor de rianodina tipo 1, um canal de liberação de cálcio no retículo sarcoplasmático das células musculares esqueléticas. Essa mutação leva a uma liberação excessiva e descontrolada de cálcio intracelular em resposta aos agentes gatilho, resultando em contração muscular sustentada, aumento do metabolismo, produção de calor, acidose metabólica e rabdomiólise. O diagnóstico de suscetibilidade é feito principalmente pelo teste de contração à cafeína e halotano (CHCT) em biópsia muscular, considerado o padrão-ouro. O tratamento de uma crise de HM é o dantroleno intravenoso, um relaxante muscular que atua inibindo a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático. No pré-operatório, a identificação de pacientes com história familiar ou pessoal de HM é crucial. Nesses casos, a anestesia deve ser conduzida com agentes não desencadeantes, e o dantroleno deve estar prontamente disponível. O aconselhamento genético também é importante para as famílias afetadas.
A hipertermia maligna é uma miopatia esquelética hereditária caracterizada por um defeito no receptor de rianodina (RYR1), que leva à liberação descontrolada de cálcio do retículo sarcoplasmático, resultando em contração muscular sustentada, hipermetabolismo e hipertermia.
Os principais gatilhos são os agentes anestésicos voláteis (halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e o relaxante muscular despolarizante succinilcolina.
Pacientes suscetíveis devem receber anestesia com agentes não desencadeantes, como propofol, opioides, benzodiazepínicos e óxido nitroso. O ambiente cirúrgico deve ser preparado com equipamentos livres de agentes voláteis e dantroleno disponível.
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