Hipertermia Maligna: Diagnóstico e Manejo na Anestesia

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024

Enunciado

Um homem de 47 anos com hipertensão controlada com Lisinopril e Amlodipina apresenta um abaulamento doloroso na virilha direita sem história cirúrgica prévia. Ele é diagnosticado com hérnia inguinal e está agendado para reparo eletivo. Trinta minutos após o início da cirurgia, seu CO, expirado começa a subir, com pressão arterial de 160 x95 mmHg, frequência cardíaca de 110 batimentos/minuto e temperatura de 39,1 ºC. Qual é a causa mais provável da alteração nos sinais vitais?

Alternativas

  1. A) Estenose da artéria renal não diagnosticada;
  2. B) Liberação de catecolaminas de um tumor adrenal;
  3. C) Bloqueio muscular esquelético não despolarizante;
  4. D) Bloqueio despolarizante do músculo esquelético.

Pérola Clínica

Hipertermia maligna → ↑ CO2 expirado, taquicardia, hipertensão, hipertermia, rigidez muscular pós-succinilcolina/inalatórios.

Resumo-Chave

A hipertermia maligna é uma condição farmacogenética rara, mas potencialmente fatal, desencadeada por agentes anestésicos inalatórios e succinilcolina. O aumento súbito do CO2 expirado é frequentemente o primeiro sinal, mesmo antes da elevação da temperatura, indicando hipermetabolismo muscular.

Contexto Educacional

A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome farmacogenética rara, mas grave, que afeta indivíduos suscetíveis expostos a certos agentes anestésicos. Sua incidência é baixa, mas a mortalidade é alta se não reconhecida e tratada prontamente, tornando seu conhecimento crucial para residentes de anestesiologia e cirurgia. Fisiopatologicamente, a HM é causada por uma liberação descontrolada de cálcio do retículo sarcoplasmático das células musculares, levando a um estado hipermetabólico. Os sinais incluem aumento do CO2 expirado (o mais precoce), taquicardia, rigidez muscular, hipertermia, acidose metabólica e rabdomiólise. A suspeita deve ser alta em pacientes com histórico familiar ou que desenvolvam esses sintomas após exposição a succinilcolina ou anestésicos inalatórios. O diagnóstico é clínico e o tratamento é emergencial, com a administração imediata de dantrolene, que atua bloqueando a liberação de cálcio. Medidas de suporte como resfriamento, correção da acidose e tratamento de arritmias são igualmente importantes. O prognóstico depende do reconhecimento precoce e da rapidez do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sinais de hipertermia maligna durante a cirurgia?

Os primeiros sinais incluem aumento súbito e inexplicável do CO2 expirado (capnografia), taquicardia, taquipneia, rigidez muscular (especialmente masseter) e, posteriormente, hipertermia e acidose metabólica.

Qual o tratamento específico para hipertermia maligna?

O tratamento específico é a administração intravenosa de dantrolene, além de medidas de suporte como resfriamento, correção da acidose e tratamento das arritmias.

Quais medicamentos desencadeiam a hipertermia maligna?

A hipertermia maligna é desencadeada por agentes anestésicos inalatórios voláteis (halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e pelo relaxante muscular despolarizante succinilcolina.

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