UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Uma mulher de 35 anos de idade, é admitida na unidade de terapia intensiva com taquicardia sinusal, taquipneia, hipotensão arterial e temperatura axilar de 39.5ºC após colecistectomia videolaparoscópica eletiva. No exame físico é notável a rigidez muscular generalizada. No eletro presença de ondas T pontiagudas, desaparecimento das ondas P, alargamento do QRS e raras extrassístoles ventriculares. O medicamento que deve ser administrado imediatamente é:
Hipertermia maligna (pós-anestesia, rigidez muscular, hipertermia, arritmias) → Dantrolene IV imediato.
O quadro clínico de hipertermia, taquicardia, taquipneia, hipotensão, rigidez muscular generalizada e alterações eletrocardiográficas (ondas T pontiagudas, alargamento QRS) após anestesia com agentes inalatórios ou succinilcolina é altamente sugestivo de hipertermia maligna. O tratamento de escolha e imediato é a administração intravenosa de Dantrolene.
A hipertermia maligna (HM) é uma condição farmacogenética rara, mas potencialmente fatal, que ocorre em indivíduos suscetíveis expostos a certos agentes anestésicos. É uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato para evitar desfechos catastróficos. Residentes de anestesiologia, cirurgia e terapia intensiva devem estar aptos a identificar e manejar essa crise. A HM é caracterizada por um estado hipermetabólico do músculo esquelético, resultando em aumento da demanda de oxigênio, produção excessiva de CO2, acidose metabólica, rigidez muscular, taquicardia, taquipneia e hipertermia. A fisiopatologia envolve uma liberação descontrolada de cálcio do retículo sarcoplasmático das células musculares, principalmente devido a mutações no receptor de rianodina (RYR1). As alterações eletrocardiográficas, como ondas T pontiagudas e alargamento do QRS, são indicativas de hipercalemia. O tratamento da crise de HM é primordialmente a administração intravenosa de Dantrolene, que age inibindo a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático. Além disso, medidas de suporte incluem interrupção imediata dos agentes desencadeantes, hiperventilação com oxigênio a 100%, resfriamento do paciente, correção da acidose e hipercalemia, e monitoramento rigoroso. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento.
Os sinais incluem taquicardia, taquipneia, hipertermia (elevação rápida da temperatura), rigidez muscular generalizada, sudorese profusa, acidose metabólica e arritmias cardíacas.
O Dantrolene atua diretamente no músculo esquelético, inibindo a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático, o que reduz a contração muscular e o estado hipermetabólico característico da crise.
A hipertermia maligna é desencadeada principalmente por agentes anestésicos inalatórios voláteis (halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e pelo relaxante muscular despolarizante succinilcolina.
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