HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025
A respeito da hipertermia malígna, é correto afirmar que:
Hipertermia Maligna → Interromper agentes desencadeantes (inalatórios, succinilcolina) e administrar Dantrolene imediatamente.
A hipertermia maligna é uma condição farmacogenética rara e potencialmente fatal, desencadeada por agentes anestésicos voláteis e succinilcolina. A suspeita clínica exige a interrupção imediata desses agentes e o início do tratamento com dantrolene para reverter a crise hipermetabólica.
A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome farmacogenética rara, mas grave, caracterizada por uma crise hipermetabólica do músculo esquelético. Sua incidência varia, mas é crucial reconhecê-la devido à alta mortalidade se não tratada prontamente. É mais comum em jovens e crianças, e a susceptibilidade é herdada de forma autossômica dominante. A fisiopatologia envolve uma liberação descontrolada de cálcio do retículo sarcoplasmático muscular, levando a contrações musculares sustentadas, aumento do metabolismo, produção excessiva de calor e consumo de oxigênio. Os agentes desencadeantes incluem anestésicos inalatórios voláteis (halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e a succinilcolina. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais como taquicardia, hipercapnia, rigidez muscular, acidose metabólica, hipoxemia e aumento da temperatura corporal. O manejo imediato envolve a interrupção de todos os agentes desencadeantes, hiperventilação com oxigênio a 100%, e a administração intravenosa de dantrolene, que atua bloqueando a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático. Medidas de suporte incluem resfriamento do paciente, correção da acidose e tratamento de arritmias e hipercalemia. O prognóstico melhora significativamente com o reconhecimento precoce e tratamento adequado.
Os primeiros sinais incluem taquicardia inexplicável, aumento do CO2 expirado (hipercapnia), rigidez muscular (especialmente de masseter), arritmias e instabilidade hemodinâmica.
O tratamento de primeira linha é a interrupção imediata dos agentes anestésicos desencadeantes (inalatórios e succinilcolina) e a administração intravenosa de dantrolene.
Sim, a susceptibilidade à hipertermia maligna é uma condição autossômica dominante, geralmente associada a mutações no gene do receptor de rianodina (RYR1), que controla a liberação de cálcio no músculo esquelético.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo