HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Paciente de 45 anos é submetida a histerectomia, e apresenta sangramento importante após 45 minutos da indução anestésica, que foi realizada com succinilcolina e fentanil. A hipovolemia foi corrigida com cristaloides e hemoderivados e a cirurgia transcorreu sem outras complicações. Após 2 horas do término da cirurgia, a paciente apresenta rigidez muscular, taquicardia e febre alta de 40ºC. Os exames demonstraram acidose metabólica, hipercalemia, hipercalcemia e elevação de creatinoquinase. O diagnóstico mais provável é:
Rigidez muscular + febre alta + taquicardia + acidose pós-anestesia com succinilcolina = Hipertermia Maligna.
A hipertermia maligna é uma condição farmacogenética rara e potencialmente fatal, desencadeada por agentes anestésicos voláteis e succinilcolina, caracterizada por hipermetabolismo muscular, resultando em rigidez, taquicardia, hipercapnia, febre alta, acidose e rabdomiólise.
A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome farmacogenética rara, mas de alto risco, que ocorre em indivíduos suscetíveis quando expostos a certos agentes anestésicos. É uma emergência médica que, se não reconhecida e tratada rapidamente, pode levar a óbito. A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é crucial para anestesiologistas e cirurgiões. A condição é caracterizada por um estado hipermetabólico do músculo esquelético, devido a um defeito no receptor de rianodina (RyR1), que controla a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático. Clinicamente, a HM manifesta-se por uma série de sinais e sintomas que podem surgir durante ou logo após a anestesia. Os mais proeminentes incluem taquicardia, rigidez muscular generalizada (especialmente do masseter), hipercapnia (aumento do CO2 expirado), acidose metabólica, hipercalemia, e um rápido aumento da temperatura corporal, que pode atingir 40°C ou mais. A rabdomiólise é comum, levando à elevação da creatinoquinase e mioglobinúria. O diagnóstico é clínico, baseado na apresentação e na história de exposição aos agentes desencadeantes. O tratamento da HM é uma emergência e envolve a interrupção imediata dos agentes desencadeantes, hiperventilação com oxigênio a 100%, e a administração intravenosa de dantrolene, o único tratamento específico. Medidas de suporte incluem resfriamento do paciente, correção da acidose e hipercalemia, e proteção renal contra a mioglobinúria. A prevenção envolve a identificação de pacientes suscetíveis e o uso de agentes anestésicos seguros.
Os primeiros sinais de hipertermia maligna incluem taquicardia inexplicável, aumento do CO2 expirado (hipercapnia), rigidez muscular (especialmente masseter), e elevação rápida da temperatura corporal.
O tratamento específico para a hipertermia maligna é a administração intravenosa de dantrolene, um relaxante muscular que atua no receptor de rianodina, interrompendo a liberação excessiva de cálcio do retículo sarcoplasmático.
A hipertermia maligna é desencadeada por agentes anestésicos voláteis inalatórios (como halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e pelo relaxante muscular despolarizante succinilcolina.
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