Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
A droga de escolha para o tratamento de hipertermia maligna é:
Hipertermia Maligna → Dantrolene (antagonista receptor rianodina) = ↓ cálcio intracelular.
O dantrolene é o tratamento de escolha para hipertermia maligna, agindo diretamente no músculo esquelético para inibir a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático. Isso reverte a crise hipermetabólica causada por anestésicos inalatórios ou succinilcolina, que levam a um aumento descontrolado do cálcio intracelular.
A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome farmacogenética rara e potencialmente fatal, caracterizada por um estado hipermetabólico do músculo esquelético. Geralmente é desencadeada pela exposição a anestésicos inalatórios voláteis (como sevoflurano, isoflurano) ou ao relaxante muscular succinilcolina. Sua incidência varia, mas é crucial reconhecê-la rapidamente devido à alta mortalidade se não tratada. É um tópico frequente em provas de residência e na prática da anestesiologia. A fisiopatologia da HM envolve uma mutação no gene RYR1, que codifica o receptor de rianodina tipo 1, um canal de liberação de cálcio no retículo sarcoplasmático muscular. A exposição aos agentes desencadeantes leva a uma liberação descontrolada de cálcio intracelular, resultando em contração muscular sustentada, aumento do metabolismo, produção excessiva de calor, acidose, hipercapnia e rabdomiólise. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas intraoperatórios, como taquicardia, taquipneia, rigidez muscular, aumento do CO2 expirado e hipertermia. O tratamento de escolha e salvador de vidas para a hipertermia maligna é o dantrolene sódico. Ele age diretamente no músculo, inibindo a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático, revertendo assim a crise hipermetabólica. Além do dantrolene, medidas de suporte incluem resfriamento rápido do paciente, correção da acidose, tratamento da hipercalemia e prevenção da insuficiência renal aguda por rabdomiólise. O prognóstico melhora significativamente com o reconhecimento precoce e a administração imediata do dantrolene.
Os primeiros sinais incluem taquicardia, taquipneia, aumento do CO2 expirado (mesmo com ventilação adequada), rigidez muscular e elevação rápida da temperatura corporal. A acidose metabólica e respiratória também é comum.
O dantrolene atua diretamente no músculo esquelético, inibindo a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático ao modular o receptor de rianodina (RYR1). Isso interrompe a contração muscular sustentada e a crise hipermetabólica.
Os principais agentes desencadeantes são os anestésicos inalatórios voláteis (como halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e o relaxante muscular despolarizante succinilcolina. Outras drogas não são consideradas gatilhos diretos.
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