UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2020
As complicações cirúrgicas podem ser, em sua maioria, evitadas com bons cuidados pré-operatórios. Em relação ás complicações pós-operatórias.
Hipertermia maligna = complicação anestésica rara, herança autossômica dominante, desencadeada por anestésicos inalatórios e succinilcolina.
A hipertermia maligna é uma condição farmacogenética grave, de herança autossômica dominante, que se manifesta como uma crise hipermetabólica após exposição a agentes anestésicos voláteis e/ou succinilcolina, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos com dantrolene.
As complicações pós-operatórias representam um desafio significativo na prática cirúrgica, e a hipertermia maligna (HM) é uma das mais temidas. Trata-se de uma síndrome farmacogenética rara, de herança autossômica dominante, caracterizada por uma resposta hipermetabólica descontrolada do músculo esquelético quando exposto a agentes anestésicos voláteis (como sevoflurano, isoflurano) ou à succinilcolina. A fisiopatologia envolve uma liberação excessiva de cálcio do retículo sarcoplasmático, levando a contração muscular sustentada, aumento do metabolismo e produção de calor. O diagnóstico precoce da HM é crucial, pois a condição pode evoluir rapidamente para acidose metabólica grave, rabdomiólise, insuficiência renal e óbito. Os sinais incluem taquicardia inexplicável, taquipneia, aumento do CO2 expirado (hipercapnia), rigidez muscular (especialmente do masseter), e elevação rápida da temperatura corporal. O tratamento de emergência consiste na suspensão imediata dos agentes desencadeantes, hiperventilação com oxigênio a 100%, e administração intravenosa de dantrolene, o único tratamento específico, que atua bloqueando a liberação de cálcio. Para residentes, é fundamental estar ciente dos fatores de risco genéticos e da apresentação clínica da HM. A profilaxia em pacientes com histórico familiar positivo envolve o uso de anestesia total intravenosa (TIVA) e a evitação dos agentes desencadeantes. Além da HM, outras complicações pós-operatórias importantes incluem infecções de sítio cirúrgico (que podem ocorrer até 30 dias ou 1 ano com implantes), deiscência de ferida operatória (influenciada pelo tipo de fio e técnica), e complicações pulmonares e cardiovasculares, todas exigindo atenção meticulosa no pré e pós-operatório.
Os principais desencadeadores são os anestésicos inalatórios voláteis (como halotano, isoflurano, sevoflurano) e o relaxante muscular despolarizante succinilcolina.
O tratamento de emergência é a administração intravenosa de dantrolene, além de medidas de resfriamento, correção da acidose e controle das arritmias.
Manifesta-se com taquicardia, taquipneia, rigidez muscular (especialmente masseter), aumento da temperatura corporal, acidose metabólica e hipercapnia.
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