HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Em relação à hipertermia maligna (HM), é correto afirmar que
Suspeita de HM → histórico familiar, mialgia pós-exercício, febre, doença muscular, intolerância à cafeína.
A Hipertermia Maligna (HM) é uma condição genética rara e potencialmente fatal, caracterizada por uma crise hipermetabólica desencadeada por agentes anestésicos específicos. A identificação de pacientes suscetíveis no pré-operatório é crucial para prevenir o evento, baseando-se em histórico familiar e pessoal.
A Hipertermia Maligna (HM) é uma síndrome farmacogenética rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por uma crise hipermetabólica aguda que ocorre em indivíduos geneticamente suscetíveis quando expostos a agentes anestésicos inalatórios halogenados ou ao relaxante muscular despolarizante succinilcolina. A incidência é baixa, mas a mortalidade pode ser alta se não for reconhecida e tratada prontamente. É um tema de extrema importância para anestesiologistas, cirurgiões e todos os profissionais que atuam em ambientes cirúrgicos. A fisiopatologia da HM envolve uma alteração no receptor de rianodina tipo 1 (RyR1) no retículo sarcoplasmático das células musculares esqueléticas. Essa alteração leva a uma liberação excessiva e descontrolada de cálcio intracelular em resposta aos agentes deflagradores, resultando em contração muscular sustentada, aumento do metabolismo oxidativo, produção excessiva de calor, acidose metabólica, rabdomiólise e hipercalemia. A suspeita pré-operatória é fundamental e baseia-se em histórico familiar de HM, histórico pessoal de mialgia após exercício, tendência ao desenvolvimento de febre inexplicada, doença muscular ou intolerância à cafeína. O manejo da HM é uma emergência médica. A conduta inicial inclui a interrupção imediata dos agentes deflagradores, hiperventilação com oxigênio a 100%, e a administração intravenosa de dantrolene, o único tratamento específico. O dantrolene atua diretamente no músculo esquelético, inibindo a liberação de cálcio. Além disso, medidas de suporte como resfriamento corporal, tratamento da acidose metabólica, hipercalemia e arritmias são essenciais. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais precoces da HM e iniciar o protocolo de tratamento sem demora.
Os principais agentes deflagradores da Hipertermia Maligna são os anestésicos inalatórios halogenados (como halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) e o relaxante muscular despolarizante succinilcolina. Outros medicamentos e estresse físico intenso não são considerados gatilhos diretos.
A Hipertermia Maligna é causada por uma mutação genética que afeta o receptor de rianodina (RyR1) no retículo sarcoplasmático das células musculares. Isso leva a uma liberação descontrolada e prolongada de cálcio intracelular em resposta aos agentes deflagradores, resultando em contração muscular sustentada, hipermetabolismo, produção excessiva de calor e acidose.
O tratamento de escolha para a Hipertermia Maligna é o dantrolene, um relaxante muscular direto que atua inibindo a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático. Além do dantrolene, medidas de suporte como resfriamento, correção da acidose e tratamento das arritmias são cruciais.
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