HAS no Transplante Renal: Tratamento e Diretrizes 2020

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022

Enunciado

Em pacientes hipertensos com doença renal crônica, existem particularidades que devem ser observadas ao se propor o tratamento adequado. Acerca do tratamento da hipertensão arterial sistêmica para esses indivíduos e conforme as recomendações das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial - 2020, julgue o item.Bloqueadores do canal de cálcio e bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina II devem ser a primeira opção em pacientes transplantados renais por prevenirem a perda do enxerto.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Transplante renal + HAS → BCC e BRA/IECA são 1ª linha para proteger o enxerto.

Resumo-Chave

Em transplantados renais, os BCCs combatem a vasoconstrição induzida por inibidores de calcineurina, enquanto IECA/BRA reduzem a proteinúria e fibrose, sendo a escolha inicial.

Contexto Educacional

O manejo da hipertensão arterial no paciente transplantado renal é complexo devido às interações medicamentosas e aos efeitos hemodinâmicos dos imunossupressores. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), o controle pressórico rigoroso é vital para a sobrevida do enxerto e do paciente. Os BCCs são preferidos inicialmente por sua capacidade de reverter a vasoconstrição renal induzida por drogas como o tacrolimo. Já os bloqueadores do sistema renina-angiotensina (IECA ou BRA) são indicados particularmente na presença de proteinúria. A combinação dessas classes frequentemente se faz necessária para atingir as metas terapêuticas e minimizar a perda da função renal ao longo do tempo.

Perguntas Frequentes

Por que usar BCC em pacientes transplantados?

Os Bloqueadores dos Canais de Cálcio (BCC), especialmente os diidropiridínicos como anlodipino, são eficazes em antagonizar a vasoconstrição da arteríola aferente causada pelos inibidores de calcineurina (ciclosporina e tacrolimo), comuns no regime imunossupressor, melhorando o fluxo sanguíneo renal.

Qual o papel dos BRAs na proteção do enxerto?

Os Bloqueadores do Receptor AT1 da Angiotensina II (BRA) ajudam a reduzir a pressão intraglomerular e a proteinúria, além de possuírem efeitos antifibróticos que podem retardar a nefropatia crônica do enxerto, sendo fundamentais na estratégia de preservação da função renal.

Quais os cuidados ao iniciar IECA/BRA nesses pacientes?

Deve-se monitorar rigorosamente os níveis de potássio sérico e a creatinina nas primeiras semanas após o início ou ajuste de dose, devido ao risco de hipercalemia e redução aguda da taxa de filtração glomerular, especialmente se houver estenose da artéria do enxerto.

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