SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Uma jovem de 20 anos procura seu atendimento porque, durante exames admissionais para a academia, percebeu-se níveis pressóricos de 160x100mmHg. Em relação a este caso, anote a sentença correta:
Hipertensão em jovem (<30a) → SEMPRE investigar causas secundárias (ex: renal, endócrina, ACO).
Hipertensão em pacientes jovens (especialmente <30 anos) ou com características atípicas (início súbito, refratária) deve sempre levantar a suspeita de hipertensão secundária. A investigação inclui exames para causas renais, endócrinas (como tireoide, aldosterona, cortisol) e uso de medicamentos (como anticoncepcionais hormonais). O hiperaldosteronismo primário é uma causa comum de hipertensão secundária, caracterizado por hipertensão e hipocalemia, não hipercalemia.
A hipertensão arterial em pacientes jovens, especialmente antes dos 30 anos, é um forte indicativo para a busca de causas secundárias, ao contrário da hipertensão essencial, que é mais comum em idades avançadas. A falha em identificar e tratar uma causa secundária pode levar a um controle inadequado da pressão arterial e a complicações cardiovasculares precoces. A investigação deve ser abrangente e sistemática, guiada pela história clínica e exame físico. As causas de hipertensão secundária são diversas e incluem doenças renais (parenquimatosas ou renovasculares), endócrinas (hiperaldosteronismo primário, feocromocitoma, síndrome de Cushing, hipotireoidismo ou hipertireoidismo), coarctação da aorta e uso de substâncias (como anticoncepcionais hormonais, anti-inflamatórios não esteroides). A anamnese deve focar em histórico familiar, uso de medicamentos, sintomas específicos e hábitos de vida. O hiperaldosteronismo primário é uma causa frequente de hipertensão secundária, caracterizado por níveis elevados de aldosterona e baixos de renina, resultando em hipertensão e, classicamente, hipocalemia. A opção D na questão está incorreta ao afirmar hipercalemia, pois o excesso de aldosterona promove a excreção de potássio. A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é fundamental para confirmar o diagnóstico de hipertensão e excluir o efeito do jaleco branco, orientando a conduta terapêutica.
Sinais de alerta incluem hipertensão de início súbito, grave ou refratária ao tratamento, ausência de histórico familiar, presença de sopros abdominais, alterações eletrolíticas (como hipocalemia) e sintomas sugestivos de doenças endócrinas ou renais.
A investigação inicial deve incluir dosagem de potássio, creatinina, TSH, glicemia, perfil lipídico, urinálise e, dependendo da suspeita, exames específicos como relação aldosterona/renina para hiperaldosteronismo ou metanefrinas para feocromocitoma.
Anticoncepcionais hormonais podem causar ou agravar a hipertensão em algumas mulheres, especialmente aquelas com predisposição. O estrogênio pode aumentar a produção de angiotensinogênio hepático, elevando a pressão arterial. A suspensão do ACO deve ser considerada na investigação.
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