Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
Sobre a hipertensão secundária, assinale a alternativa INCORRETA:
Hiperaldosteronismo primário: ↑ aldosterona, ↓ renina (supressão), e frequentemente hipocalemia.
O hiperaldosteronismo primário é caracterizado por níveis elevados de aldosterona e, crucialmente, atividade plasmática de renina SUPRIMIDA (baixa), devido ao feedback negativo. A presença de hipocalemia é comum, mas não obrigatória. A alternativa que afirma aumento da atividade plasmática de renina está incorreta.
A hipertensão secundária é aquela em que uma causa subjacente específica pode ser identificada e, em muitos casos, tratada. Embora represente uma minoria dos casos de hipertensão (cerca de 5-10%), seu reconhecimento é crucial, pois pode levar à cura ou a um controle pressórico significativamente melhor. As causas são diversas e incluem doenças renais (estenose de artéria renal, doença renal parenquimatosa), endócrinas (hiperaldosteronismo primário, feocromocitoma, síndrome de Cushing, hipertireoidismo), cardiovasculares (coarctação da aorta) e outras (apneia obstrutiva do sono). A suspeita de hipertensão secundária deve surgir em pacientes com hipertensão resistente, início em idades extremas (antes dos 20 ou depois dos 50 anos), hipertensão grave ou de início súbito, ou com achados clínicos e laboratoriais sugestivos. O hiperaldosteronismo primário é uma das causas mais comuns de hipertensão secundária, caracterizado por produção autônoma de aldosterona, que leva à retenção de sódio, expansão de volume e supressão da atividade plasmática de renina (APR). A hipocalemia é um achado comum, mas não universal. Para o diagnóstico do hiperaldosteronismo primário, a relação aldosterona plasmática/atividade de renina plasmática (RAA/APR) é o teste de triagem. Uma RAA elevada com APR suprimida é altamente sugestiva. É fundamental que residentes compreendam as características fisiopatológicas e os perfis laboratoriais de cada causa de hipertensão secundária para um diagnóstico e manejo eficazes.
A hipertensão secundária deve ser investigada em casos de hipertensão resistente, início precoce (<20 anos) ou tardio (>50 anos), hipertensão grave ou abrupta, presença de sopros abdominais, hipocalemia inexplicada, ou sinais de doença renal/endócrina.
No hiperaldosteronismo primário, a aldosterona está elevada e a atividade plasmática de renina (APR) está suprimida. Na hipertensão renovascular, tanto a aldosterona quanto a APR estão elevadas, pois a estenose ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona.
As causas mais comuns são a aterosclerose (em pacientes mais velhos com fatores de risco cardiovascular) e a displasia fibromuscular (em mulheres jovens, sem fatores de risco ateroscleróticos).
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