Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
Uma pequena fração das pessoas hipertensas possui uma causa definida para a hipertensão, tornando-se potencialmente curável nessa situação. São causas de hipertensão secundária, EXCETO:
Hipertensão secundária: suspeitar em jovens, refratários ou com sinais específicos. Angiomiolipoma ≠ causa comum.
Hipertensão secundária possui uma causa identificável e potencialmente curável. As principais causas incluem feocromocitoma, coarctação da aorta e hiperaldosteronismo primário. Angiomiolipomas renais são tumores benignos que raramente causam hipertensão, não sendo uma causa primária e comum como as demais.
A hipertensão arterial é uma condição comum, mas em uma pequena parcela dos pacientes, ela é secundária a uma causa subjacente, tornando-se potencialmente curável. O reconhecimento dessas causas é crucial para o residente, pois o tratamento da doença de base pode normalizar a pressão arterial. As principais causas de hipertensão secundária incluem doenças renais (estenose da artéria renal, doença renal parenquimatosa), endócrinas (hiperaldosteronismo primário, feocromocitoma, síndrome de Cushing, hipotireoidismo, hipertireoidismo) e cardiovasculares (coarctação da aorta). A investigação de hipertensão secundária é indicada em pacientes com início precoce da hipertensão, hipertensão refratária ao tratamento, ou com achados clínicos ou laboratoriais sugestivos. Por exemplo, o hiperaldosteronismo primário é caracterizado por hipocalemia e relação aldosterona/renina elevada, enquanto o feocromocitoma se manifesta com crises adrenérgicas. A coarctação da aorta deve ser suspeitada em pacientes com pulsos femorais diminuídos e diferença de pressão arterial entre membros superiores e inferiores. O angiomiolipoma renal, embora seja um tumor renal, é benigno e raramente causa hipertensão. Sua associação com hipertensão é mais incidental ou ocorre em casos de tumores muito grandes que podem comprometer o parênquima renal ou causar sangramento. Portanto, não é classificado como uma causa primária e comum de hipertensão secundária, ao contrário das outras opções apresentadas na questão, que representam condições bem estabelecidas e importantes no diagnóstico diferencial da hipertensão.
Deve-se suspeitar de hipertensão secundária em pacientes jovens (abaixo de 30 anos), com hipertensão grave ou refratária ao tratamento, início súbito ou piora da hipertensão, ou presença de sintomas sugestivos de causas específicas, como hipocalemia (hiperaldosteronismo) ou crises de taquicardia e sudorese (feocromocitoma).
O feocromocitoma é um tumor da medula adrenal que produz catecolaminas em excesso, causando hipertensão paroxística ou sustentada. O diagnóstico é feito pela dosagem de metanefrinas e normetanefrinas fracionadas no plasma ou urina de 24 horas, seguido por exames de imagem para localizar o tumor.
O angiomiolipoma é um tumor renal benigno composto por vasos sanguíneos, músculo liso e tecido adiposo. Geralmente, não afeta a função renal ou o sistema renina-angiotensina-aldosterona de forma a causar hipertensão, a menos que seja muito grande e cause compressão significativa ou sangramento, o que é raro como causa primária de hipertensão.
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