CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Paciente de 50 anos comparece ao ambulatório em consulta de rotina. Ao exame encontra - se assintomático, PA: 170x110, e exame do fundo de olho evidencia exsudatos algodonosos na retina e sem edema papila. Encontra-se em uso de Losartana 100 mg/dia, Anlodipino 10mg/dia e Clortalidona 25 mg/dia. Pode se concluir que o paciente apresenta:
PA > 160/100 mmHg em 3 drogas (incluindo diurético) + retinopatia sem edema de papila = HAS resistente.
O paciente apresenta hipertensão não controlada (PA 170x110 mmHg) apesar do uso de três classes de anti-hipertensivos em doses máximas (inibidor de SRAA, bloqueador de canal de cálcio e diurético tiazídico). A presença de exsudatos algodonosos na retina indica dano em órgão-alvo, mas a ausência de edema de papila exclui HAS maligna e emergência hipertensiva.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O controle adequado da pressão arterial é fundamental para prevenir complicações. No entanto, uma parcela dos pacientes apresenta hipertensão arterial resistente (HAR), que representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo para médicos e residentes. A HAR é definida pela falha em atingir a pressão arterial alvo (geralmente <140/90 mmHg) apesar do uso de três ou mais medicamentos anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético, em doses otimizadas. É crucial excluir a pseudo-resistência (má adesão, técnica de medida incorreta, efeito do jaleco branco) e a hipertensão secundária antes de confirmar o diagnóstico de HAR. O paciente do enunciado utiliza Losartana (BRA), Anlodipino (bloqueador de canal de cálcio) e Clortalidona (diurético tiazídico), em doses máximas, e ainda apresenta PA elevada. A presença de exsudatos algodonosos na retina indica dano em órgão-alvo, característico de retinopatia hipertensiva. No entanto, a ausência de edema de papila é um ponto chave que diferencia a HAR da HAS maligna e da emergência hipertensiva. A HAS maligna é uma forma grave de emergência hipertensiva que cursa com retinopatia hipertensiva grave (grau III ou IV de Keith-Wagener-Barker), incluindo edema de papila, e dano agudo e progressivo em outros órgãos-alvo. A urgência hipertensiva, por sua vez, é caracterizada por elevação acentuada da PA sem evidência de lesão aguda de órgão-alvo. Portanto, o quadro descrito se encaixa perfeitamente nos critérios de HAS resistente.
A hipertensão arterial resistente é definida pela falha em atingir a pressão arterial alvo (geralmente <140/90 mmHg) apesar do uso de três ou mais medicamentos anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético, em doses otimizadas.
A presença de exsudatos algodonosos e hemorragias na retina indica retinopatia hipertensiva, comum em HAS resistente e maligna. No entanto, a ausência de edema de papila é crucial para excluir HAS maligna, que é caracterizada por retinopatia hipertensiva grave com edema de papila.
Urgência hipertensiva é PA elevada sem lesão de órgão-alvo aguda. Emergência hipertensiva é PA elevada com lesão de órgão-alvo aguda e progressiva (ex: edema de papila, encefalopatia, AVC). HAS resistente é a dificuldade de controle da PA com múltiplas drogas, sem necessariamente um quadro agudo.
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