HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Paciente, 59 anos, hipertenso, sedentário, obeso, em uso de enalapril 20 mg 12/12 horas, anlodipino 10 mg/dia, clortalidona 25 mg/dia, espironolactona 25 mg/dia e carvedilol 25 mg 12/12 horas. Apesar de ser aderente às medicações em uso, mantém pressão não controlada, com aferições acima de 140/90 mmHg.Com base no caso clínico, assinale a alternativa correta em relação ao manejo ambulatorial desse paciente.
Hipertensão resistente com múltiplas drogas → investigar causas secundárias antes de adicionar mais anti-hipertensivos.
Pacientes com hipertensão resistente (pressão não controlada apesar de 3 ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético, em doses otimizadas) devem ter causas secundárias investigadas. A clonidina é uma opção para hipertensão resistente, mas a investigação etiológica é prioritária.
A hipertensão resistente é definida como a incapacidade de atingir a meta pressórica (<140/90 mmHg) com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de classes diferentes, sendo um deles um diurético, em doses máximas toleradas. É um desafio clínico significativo, afetando cerca de 10-20% dos pacientes hipertensos e aumentando o risco cardiovascular. A abordagem inicial envolve a exclusão de pseudo-resistência (má adesão, técnica de medida incorreta, efeito do jaleco branco) e a otimização do estilo de vida. A fisiopatologia da hipertensão resistente é multifatorial, envolvendo hiperatividade simpática, retenção de sódio e água, e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. O diagnóstico diferencial é crucial e inclui causas secundárias como aldosteronismo primário, doença renal parenquimatosa, estenose de artéria renal, feocromocitoma, síndrome de Cushing e apneia obstrutiva do sono. A investigação deve ser sistemática, com exames laboratoriais e de imagem direcionados pela suspeita clínica. O tratamento envolve a otimização das medicações existentes e, se necessário, a adição de um quarto ou quinto agente. A espironolactona é frequentemente a primeira escolha como quarto agente devido à sua eficácia. A clonidina pode ser considerada em casos específicos. É fundamental o acompanhamento multidisciplinar e a educação do paciente sobre a importância da adesão e das mudanças no estilo de vida para o controle da pressão arterial.
As principais causas incluem aldosteronismo primário, doença renal parenquimatosa, estenose de artéria renal, feocromocitoma, síndrome de Cushing e apneia obstrutiva do sono.
É considerada resistente quando a pressão arterial permanece acima da meta, apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, incluindo um diurético, em doses otimizadas.
A espironolactona é frequentemente utilizada como um quarto agente na hipertensão resistente, especialmente em casos de aldosteronismo primário ou quando há evidência de hiperaldosteronismo secundário, devido ao seu efeito diurético e anti-mineralocorticoide.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo