HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Homem, portador de hipertensão arterial sistêmica, encontra-se em uso regular de hidroclorotiazida, valsartana, anlodipina e metoprolol, em doses máximas. Em retorno ambulatorial, permanece hipertenso, com níveis pressóricos em torno de 165 x 105 mmHg, que foi confirmado pela monitorização ambulatorial de 24 horas (MAPA). O fármaco indicado para esse momento deve ser
Hipertensão resistente (≥3 drogas, incluindo diurético) → Adicionar espironolactona como 4ª linha.
Paciente com hipertensão resistente, definida pela persistência da pressão arterial elevada apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos em doses máximas (incluindo um diurético), deve ter a espironolactona adicionada ao esquema terapêutico como primeira escolha para otimizar o controle pressórico.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) resistente é um desafio clínico significativo, definida pela incapacidade de atingir as metas pressóricas (<140/90 mmHg ou <130/80 mmHg em pacientes de alto risco) apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas, incluindo um diurético, ou o controle que requer quatro ou mais medicamentos. É crucial para residentes identificar e manejar adequadamente esses casos, pois a hipertensão não controlada aumenta substancialmente o risco cardiovascular. No cenário apresentado, o paciente já utiliza uma terapia quádrupla em doses máximas (hidroclorotiazida, valsartana, anlodipina e metoprolol), e sua pressão arterial permanece elevada. Isso caracteriza um quadro de hipertensão resistente. Nesses casos, a adição de um antagonista do receptor mineralocorticoide, como a espironolactona, é a primeira escolha recomendada pelas diretrizes internacionais e nacionais. A espironolactona atua bloqueando os receptores de aldosterona, o que leva à natriurese e diurese, além de ter efeitos anti-fibróticos e anti-inflamatórios. Muitos pacientes com hipertensão resistente apresentam um componente de hiperaldosteronismo, mesmo que subclínico, tornando a espironolactona particularmente eficaz. É importante monitorar os níveis de potássio sérico e a função renal, especialmente em pacientes com risco de hipercalemia. As outras opções (diltiazem, alisquireno, hidralazina, alfametildopa) são menos indicadas como primeira linha para hipertensão resistente após falha da terapia quádrupla padrão.
A hipertensão resistente é definida pela pressão arterial que permanece acima da meta (geralmente >140/90 mmHg) apesar do uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas, incluindo um diurético, ou o controle pressórico que requer quatro ou mais medicamentos.
A espironolactona, um antagonista do receptor mineralocorticoide, é eficaz na hipertensão resistente porque muitos desses pacientes apresentam hiperaldosteronismo primário ou secundário, e a espironolactona atua bloqueando os efeitos da aldosterona, promovendo natriurese e reduzindo a retenção hídrica.
Os principais efeitos adversos incluem hipercalemia (especialmente em pacientes com insuficiência renal ou em uso de IECA/BRA), ginecomastia, disfunção erétil e irregularidades menstruais. O monitoramento regular do potássio sérico é essencial.
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