CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2020
Recém-nascido a termo, 39 semanas de idade gestacional, nascido de parto cesáreo por pré-eclâmpsia é internado a UTI neonatal do CHN com taquipneia, gemência e cianose central. A saturação de oxigênio no membro superior direito 77% . Radiografia do tórax normal. O diagnóstico MAIS PROVÁVEL é:
RN a termo com cianose central, taquipneia e Rx tórax normal → suspeitar HPPN.
A Hipertensão Pulmonar Persistente do Recém-Nascido (HPPN) é uma causa importante de cianose em RN a termo ou pós-termo, caracterizada por falha na transição circulatória neonatal. A radiografia de tórax geralmente é normal, e a dessaturação diferencial (pré-ductal vs pós-ductal) é um achado chave para o diagnóstico.
A Hipertensão Pulmonar Persistente do Recém-Nascido (HPPN) é uma síndrome de falha na transição circulatória neonatal, onde a resistência vascular pulmonar permanece elevada após o nascimento, levando a um shunt direita-esquerda através do forame oval e/ou ductus arteriosus. É uma causa importante de hipoxemia grave em recém-nascidos a termo ou pós-termo, com uma incidência de 1-2 por 1000 nascidos vivos e alta morbimortalidade. A pré-eclâmpsia materna pode ser um fator de risco, assim como asfixia perinatal e aspiração meconial. O diagnóstico de HPPN é suspeitado clinicamente em RNs com cianose central, taquipneia e dessaturação refratária ao oxigênio, com radiografia de tórax que pode ser normal ou mostrar achados inespecíficos. A ecocardiografia é essencial para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade da hipertensão pulmonar e identificar o shunt. A dessaturação diferencial (saturação de oxigênio no membro superior direito maior que no membro inferior) é um sinal clássico, indicando shunt através do ductus arteriosus. O tratamento visa reduzir a resistência vascular pulmonar e melhorar a oxigenação. Inclui suporte ventilatório adequado, correção de acidose e hipotensão, e uso de vasodilatadores pulmonares, como o óxido nítrico inalatório. Em casos refratários, a oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) pode ser necessária. O prognóstico depende da causa subjacente e da resposta ao tratamento, sendo crucial o reconhecimento precoce e a intervenção adequada.
A HPPN manifesta-se com taquipneia, gemência, cianose central e dessaturação refratária ao oxigênio, geralmente em recém-nascidos a termo ou pós-termo, com radiografia de tórax frequentemente normal ou com achados inespecíficos.
O diagnóstico é clínico, com suporte da ecocardiografia que demonstra hipertensão pulmonar e shunt direita-esquerda através do forame oval ou ductus arteriosus. A dessaturação diferencial (saturação pré-ductal > pós-ductal) é um achado sugestivo.
O manejo inicial inclui suporte ventilatório otimizado, correção de acidose e hipotensão, e uso de vasodilatadores pulmonares como o óxido nítrico inalatório. Em casos refratários, a oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) pode ser necessária.
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