HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
A hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido caracteriza-se por insuficiência respiratória grave devido a persistência do padrão da circulação fetal. Esse quadro pode estar presente entre várias doenças neonatais listadas abaixo, EXCETO:
HPPN = persistência circulação fetal. Causas comuns: SDR, hérnia diafragmática, sepse, asfixia perinatal. Infecções congênitas (TORCHS) NÃO causam HPPN diretamente.
A hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPN) é uma condição grave onde a circulação fetal persiste, levando a shunt direita-esquerda e hipoxemia. É frequentemente secundária a outras condições neonatais que impedem a queda da resistência vascular pulmonar, como doenças pulmonares, sepse ou asfixia.
A Hipertensão Pulmonar Persistente do Recém-Nascido (HPPN) é uma síndrome caracterizada pela falha na transição da circulação fetal para a neonatal, resultando em elevada resistência vascular pulmonar e shunt direita-esquerda. É uma causa importante de insuficiência respiratória grave e hipoxemia no neonato, com uma incidência estimada de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos, sendo mais comum em recém-nascidos a termo ou pós-termo. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A fisiopatologia da HPPN envolve a persistência de vasos pulmonares contraídos ou hiper-reativos, impedindo a queda normal da resistência vascular pulmonar que deveria ocorrer após o nascimento. Isso pode ser primário (idiopático) ou secundário a condições como síndrome do desconforto respiratório, aspiração meconial, hérnia diafragmática congênita, sepse e asfixia perinatal. O diagnóstico é clínico, com evidências de hipoxemia refratária à oxigenoterapia e diferencial de saturação pré e pós-ductal, confirmado por ecocardiograma. O tratamento da HPPN visa otimizar a oxigenação, reduzir a resistência vascular pulmonar e manter a perfusão sistêmica. Inclui suporte ventilatório, óxido nítrico inalatório (um potente vasodilatador pulmonar seletivo), e, em casos refratários, ECMO. É fundamental tratar a causa subjacente. As infecções congênitas (TORCHS) não são consideradas causas diretas da HPPN, embora possam complicar o quadro respiratório neonatal.
As principais causas incluem Síndrome do Desconforto Respiratório, hérnia diafragmática congênita, sepse neonatal e asfixia perinatal, que impedem a transição da circulação fetal para a neonatal.
Na HPPN, há uma falha na queda da resistência vascular pulmonar após o nascimento, mantendo o shunt direita-esquerda através do forame oval e ducto arterioso, resultando em hipoxemia grave.
Embora infecções congênitas possam causar doença pulmonar e insuficiência respiratória no neonato, elas não são um mecanismo primário para a persistência da circulação fetal e a elevação da resistência vascular pulmonar, como ocorre nas outras condições.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo