HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023
Neonato, nascido de parto cesárea por macrossomia fetal e diabetes materna, 38 semanas de idade gestacional, peso: 4.020 g e Apgar: 8/9 e encaminhado ao Alojamento conjunto. Com 4 horas de vida desenvolve quadro de desconforto respiratório, labilidade de oxigenação e cianose progressiva sendo transferido para UTI e colocado em ventilação mecânica. A ausculta cardíaca evidencia uma hiperfonese da segunda bulha, sem sopros. Entre os seguintes diagnósticos, o mais provável para este recém-nascido é:
Neonato macrossômico + diabetes materna + desconforto respiratório precoce + hiperfonese B2 sem sopro → HPPN.
A Hipertensão Pulmonar Persistente Neonatal (HPPN) é o diagnóstico mais provável neste cenário. Fatores de risco como macrossomia e diabetes materna, associados a desconforto respiratório precoce, labilidade de oxigenação e hiperfonese da segunda bulha (sinal de aumento da pressão pulmonar), são altamente sugestivos de HPPN.
A Hipertensão Pulmonar Persistente Neonatal (HPPN) é uma condição grave caracterizada pela falha da circulação pulmonar em se adaptar à vida extrauterina, mantendo alta resistência vascular pulmonar e shunts direita-esquerda. É uma causa importante de desconforto respiratório e hipoxemia em recém-nascidos a termo ou próximo do termo. Fatores de risco como macrossomia fetal e diabetes materna são relevantes, pois podem levar a alterações na vasculatura pulmonar ou a condições que predispõem à HPPN. Clinicamente, a HPPN se manifesta com desconforto respiratório precoce, cianose e labilidade de oxigenação, onde a hipoxemia é refratária à oxigenoterapia. Um achado clássico na ausculta cardíaca é a hiperfonese da segunda bulha (B2), indicando aumento da pressão na artéria pulmonar, sem a presença de sopros que sugiram cardiopatia congênita complexa. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de desconforto respiratório neonatal, como SDR, TTRN e síndrome de aspiração meconial, mas a labilidade e a hiperfonese de B2 são pistas importantes para a HPPN. O manejo da HPPN é complexo e envolve suporte ventilatório, otimização da oxigenação, e uso de vasodilatadores pulmonares, como o óxido nítrico inalatório. É fundamental o reconhecimento precoce e a intervenção adequada para melhorar o prognóstico desses neonatos, que podem ter morbidade e mortalidade significativas se não tratados.
Fatores de risco incluem asfixia perinatal, aspiração meconial, sepse, hérnia diafragmática congênita, hipoplasia pulmonar, diabetes materna e macrossomia fetal, que podem levar a uma falha na transição circulatória.
A HPPN se manifesta com desconforto respiratório, cianose, labilidade de oxigenação (hipoxemia que não responde bem ao oxigênio), e na ausculta cardíaca, pode-se notar hiperfonese da segunda bulha, sem sopros cardíacos significativos.
O ecocardiograma é crucial para o diagnóstico da HPPN, pois permite avaliar a pressão na artéria pulmonar, a presença de shunts direita-esquerda (persistência do forame oval ou canal arterial) e excluir cardiopatias congênitas estruturais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo