UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Em relação à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, é correto afirmar:
Hipertensão pulmonar na DPOC avançada é comum, avaliada por imagem e ecocardiografia, e oxigenoterapia melhora sobrevida.
A hipertensão pulmonar é uma complicação significativa da DPOC avançada, e sua suspeita pode ser levantada por achados em radiografias ou tomografias de tórax, com a ecocardiografia Doppler sendo fundamental para estimar a pressão da artéria pulmonar. É vital lembrar que a oxigenoterapia domiciliar em pacientes com hipoxemia crônica comprovadamente melhora a sobrevida, e broncodilatadores melhoram sintomas, mas não alteram o declínio da função pulmonar.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. A DPOC é uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, e sua progressão pode levar a diversas complicações sistêmicas e pulmonares. A compreensão de suas manifestações e manejo é fundamental para a prática clínica. Uma complicação importante da DPOC avançada é a hipertensão pulmonar, que pode ser sugerida por achados em exames de imagem como radiografia ou tomografia computadorizada do tórax (alargamento das veias pulmonares). A ecocardiografia Doppler é uma ferramenta não invasiva valiosa para estimar a pressão da artéria pulmonar, auxiliando na avaliação e monitoramento dessa condição. O manejo da DPOC inclui broncodilatadores, que são a base do tratamento sintomático, melhorando o VEF1, a dispneia e a tolerância ao exercício, mas sem alterar o declínio da função pulmonar a longo prazo. A oxigenoterapia suplementar é um pilar no tratamento de pacientes com hipoxemia em repouso (PaO2 < 55-60 mmHg), pois há evidências robustas de que melhora a sobrevida e a qualidade de vida. Em estágios avançados da doença, especialmente no final da vida, os cuidados paliativos são cruciais para garantir o conforto do paciente e da família, focando no controle de sintomas como a dispneia, sem que a intubação orotraqueal seja uma indicação universal.
A hipertensão pulmonar na DPOC pode ser sugerida por achados de alargamento das veias pulmonares em radiografias ou tomografias de tórax, e a ecocardiografia Doppler é utilizada para estimar a pressão da artéria pulmonar.
A oxigenoterapia suplementar é indicada para pacientes com hipoxemia em repouso (PaO2 < 55-60 mmHg) e comprovadamente melhora a sobrevida, além da qualidade de vida, na DPOC.
Não, os broncodilatadores melhoram os sintomas, a tolerância ao exercício, o VEF1 e o estado geral de saúde, mas não alteram o declínio da função pulmonar a longo prazo na DPOC.
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