SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Valéria, 37 anos de idade, negra, professora primária, vem à consulta na sua UBS para realizar o exame preventivo do câncer de colo uterino. Faz uso de DIU, fuma 20 cigarros por dia há 20 anos, está com sobrepeso, não pratica atividade física regularmente e não faz uso de medicações. Mora com dois filhos menores de idade, Raquel de 5 anos e Carlos de 8 anos. Valéria não refere sintomas de hipertensão. A pressão arterial aferida é de 150/100 mmHg, em ambos os membros superiores, sentada, há 40 minutos sem fumar e em repouso, com a bexiga vazia.Assinale qual das situações a seguir é um achado que sugere hipertensão primária:
Obesidade central, tabagismo e sedentarismo são fortes preditores de hipertensão primária.
A hipertensão primária, ou essencial, é multifatorial e representa cerca de 90-95% dos casos. Fatores de risco como obesidade, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar são achados comuns que sugerem essa etiologia, diferenciando-a das causas secundárias.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial. A hipertensão primária, ou essencial, corresponde a 90-95% dos casos e é de etiologia desconhecida, mas fortemente associada a fatores genéticos e ambientais. Sua prevalência é alta na população adulta, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O diagnóstico da hipertensão primária é de exclusão, sendo sugerido pela presença de múltiplos fatores de risco como obesidade (especialmente central), sedentarismo, tabagismo, dieta rica em sódio, consumo de álcool e histórico familiar. A ausência de sinais e sintomas que apontem para uma causa secundária, como início súbito em idade jovem ou avançada, hipertensão grave ou refratária, ou achados laboratoriais específicos, reforça a hipótese de HAS primária. O tratamento da hipertensão primária envolve modificações no estilo de vida, como dieta saudável, prática regular de exercícios físicos, cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool e sódio. A terapia farmacológica é iniciada quando as mudanças no estilo de vida são insuficientes ou em casos de hipertensão mais grave, visando o controle da pressão arterial e a redução do risco de complicações.
Os principais fatores de risco incluem obesidade (especialmente central), sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de sódio, consumo de álcool e histórico familiar.
A hipertensão primária é um diagnóstico de exclusão, sugerida por fatores de risco comuns e ausência de sinais/sintomas de causas secundárias, que geralmente têm início abrupto, gravidade desproporcional ou refratariedade ao tratamento.
A obesidade central está fortemente associada à resistência à insulina, disfunção endotelial e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, contribuindo significativamente para o desenvolvimento e progressão da hipertensão primária.
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