SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Leia o caso clínico a seguir.Primigesta, com 30 anos de idade, inicia o pré-natal tardiamente, sem saber a data da última menstruação e sem queixas. Ao exame físico, apresenta-se com PA=140/90 mmHG e útero há 2 cm abaixo da cicatriz umbilical, sendo que após intervalo de 4 horas a pressão arterial se mantém.Diante deste quadro, o diagnóstico mais provável é de
PA ≥ 140/90 mmHg antes de 20 semanas de gestação (ou sem data) = Hipertensão Pré-Gestacional.
A hipertensão pré-gestacional é diagnosticada quando a pressão arterial elevada (≥ 140/90 mmHg) é detectada antes da 20ª semana de gestação, ou quando a gestante já era hipertensa antes da gravidez. A ausência da data da última menstruação e o tamanho uterino podem ajudar a estimar a idade gestacional.
As síndromes hipertensivas na gestação são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A classificação correta é fundamental para o manejo adequado. A hipertensão pré-gestacional refere-se à hipertensão crônica presente antes da gravidez ou diagnosticada antes da 20ª semana de gestação. Nesses casos, a gestante já possui um histórico de pressão alta ou a condição é identificada precocemente na gravidez, antes do período em que a pré-eclâmpsia tipicamente se manifesta. O diagnóstico da hipertensão pré-gestacional é feito com base em duas aferições de pressão arterial ≥ 140/90 mmHg, com intervalo de 4 horas, antes da 20ª semana de gestação. Em casos onde a data da última menstruação é incerta, o exame físico, como a altura uterina, pode auxiliar na estimativa da idade gestacional. É crucial diferenciar a hipertensão pré-gestacional da hipertensão gestacional (que surge após 20 semanas sem proteinúria) e da pré-eclâmpsia (hipertensão nova após 20 semanas com proteinúria ou disfunção de órgãos). O manejo da hipertensão pré-gestacional envolve monitoramento rigoroso da pressão arterial, avaliação de danos em órgãos-alvo e, se necessário, início de terapia anti-hipertensiva segura na gravidez. O principal objetivo é prevenir complicações maternas e fetais, como restrição de crescimento intrauterino e pré-eclâmpsia sobreposta. Residentes devem estar aptos a classificar corretamente as síndromes hipertensivas para garantir a melhor conduta e prognóstico para a gestante e o feto.
A hipertensão pré-gestacional é definida como a presença de pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg antes da gravidez ou diagnosticada antes da 20ª semana de gestação, ou que persiste por mais de 12 semanas pós-parto.
A hipertensão pré-gestacional é a hipertensão crônica. A pré-eclâmpsia é uma síndrome que se desenvolve após 20 semanas de gestação, caracterizada por hipertensão *nova* associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. Uma gestante com hipertensão pré-gestacional pode desenvolver pré-eclâmpsia sobreposta.
A idade gestacional é crucial para a classificação. Hipertensão antes de 20 semanas sugere hipertensão crônica (pré-gestacional). Hipertensão que surge após 20 semanas pode ser hipertensão gestacional (sem proteinúria) ou pré-eclâmpsia (com proteinúria/disfunção de órgãos).
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