UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Em relação à hipertensão arterial e suas complicações durante a gestação e o puerpério, atribua V. (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) A pressão arterial atinge o pico de três a seis dias após o parto.( ) Acidentes vasculares cerebrais associados à gravidez têm maior probabilidade de ocorrer no período pós-parto.( ) Captopril e enalapril não podem ser usados em pacientes lactantes.( ) Metildopa é um agente anti-hipertensivo potente e tem um início de ação rápido.( ) Não se deve usar metoprolol, pois está associado à restrição de crescimento fetal. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
A hipertensão arterial na gestação e no puerpério representa um desafio clínico significativo, com riscos tanto para a mãe quanto para o feto/neonato. É fundamental reconhecer que o período pós-parto não é isento de riscos; na verdade, a pressão arterial frequentemente atinge seu pico entre o terceiro e o sexto dia após o parto, e complicações graves como acidentes vasculares cerebrais (AVCs) têm maior probabilidade de ocorrer nesse período. O manejo da hipertensão no puerpério envolve a escolha de anti-hipertensivos que sejam eficazes para a mãe e seguros para o lactente, caso a paciente esteja amamentando. Inibidores da ECA (como captopril e enalapril) e bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA) são contraindicados na gestação, mas alguns, como o enalapril e o captopril, são considerados de baixo risco na lactação. A metildopa, embora segura na gestação, não é um agente potente de ação rápida. Betabloqueadores como o metoprolol são geralmente seguros na gestação e lactação, e a associação com restrição de crescimento fetal é mais comum com atenolol, não metoprolol. A vigilância contínua da pressão arterial e a educação da paciente sobre os sinais de alerta são cruciais para prevenir e detectar precocemente complicações como pré-eclâmpsia puerperal, eclampsia e AVC. O tratamento adequado e individualizado é essencial para garantir a saúde materna e a segurança do lactente.
O período de maior risco para complicações como pré-eclâmpsia puerperal e eclampsia é nas primeiras 72 horas pós-parto, mas a PA pode atingir o pico entre 3 e 6 dias, exigindo vigilância contínua.
Labetalol, nifedipino e enalapril são geralmente considerados seguros durante a amamentação. Captopril também é considerado de baixo risco, mas a escolha deve ser individualizada.
A metildopa é um agonista alfa-2 de ação central, com início de ação mais lento e potência moderada, sendo mais utilizada para controle crônico da hipertensão na gestação, não para crises agudas.
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