UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
As causas da hipertensão portal podem ser divididas em três grupos principais: pré-sinusoidal, sinusoidal e pós-sinusoidal. Embora múltiplos processos patológicos possam resultar nesse tipo de hipertensão, um dos mais comuns é a cirrose. O achado clínico mais significativo associado à hipertensão portal é o desenvolvimento de varizes esofageanas, que são supridas, principalmente, pela veia:
Hipertensão Portal → Inversão de fluxo na Veia Coronária (Gástrica Esquerda) → Varizes Esofageanas.
As varizes esofageanas formam-se pela comunicação entre o sistema porta (veia gástrica esquerda/coronária) e o sistema ázigos (veias esofágicas sistêmicas).
A hipertensão portal é definida por um gradiente de pressão venosa hepática (GPVH) acima de 5 mmHg, tornando-se clinicamente significativa quando ultrapassa 10 mmHg, patamar onde surgem as varizes. Na cirrose, a distorção da arquitetura hepática e a contração de células estreladas aumentam a resistência intra-hepática ao fluxo portal. Para compensar esse aumento de pressão, o organismo recruta colaterais portossistêmicas pré-existentes. A veia gástrica esquerda (coronária) é o principal vaso aferente que alimenta as varizes esofágicas. Como essas veias localizam-se na submucosa e possuem pouco suporte tecidual, elas se tornam tortuosas e frágeis, representando o maior risco de hemorragia digestiva alta varicosa, uma emergência médica com alta mortalidade.
A cirrose hepática (causa sinusoidal) é a etiologia mais comum. No entanto, em áreas endêmicas, a esquistossomose mansônica é uma causa importante de hipertensão portal pré-sinusoidal devido à fibrose de Symmers.
Também chamada de veia gástrica esquerda, ela normalmente drena o sangue da pequena curvatura do estômago para a veia porta. Na hipertensão portal, a pressão elevada inverte o fluxo sanguíneo, direcionando-o para o plexo venoso submucoso do esôfago distal.
Os principais sítios são: a região anorretal (comunicação entre veias retais superiores e médias/inferiores), a parede abdominal anterior (veias paraumbilicais gerando 'cabeça de medusa') e o espaço retroperitoneal (veias de Retzius).
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