HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Uma senhora de 57 anos, natural da Bahia, apresentou vômitos de aspecto sanguinolento, sem instabilidade hemodinâmica. Foi submetida a endoscopia digestiva alta, diagnosticando-se varizes esofágicas. A paciente nega etilismo. Refere emagrecimento recente, além de dores abdominais recorrentes, já há alguns anos, e aumento do volume abdominal. A respeito das hipóteses diagnósticas para o caso dessa paciente, é correto afirmar:
Hipertensão portal sem etilismo em área endêmica → investigar esquistossomose, causas autoimunes e trombose de porta.
Em pacientes com hipertensão portal e varizes esofágicas sem história de etilismo, especialmente em regiões endêmicas, a investigação etiológica deve ser ampla, incluindo esquistossomose, doenças autoimunes e trombose de veia porta, que podem ser diagnosticadas por exames parasitológicos, imunológicos e biópsia hepática.
A hipertensão portal é uma síndrome clínica caracterizada pelo aumento da pressão no sistema porta, levando a complicações graves como varizes esofágicas e ascite. Sua etiologia é vasta, sendo a cirrose hepática a causa mais comum. No entanto, é crucial considerar causas não cirróticas, especialmente em contextos epidemiológicos específicos como a presença em zonas endêmicas de esquistossomose. A história clínica detalhada é fundamental para direcionar a investigação. A investigação etiológica é fundamental para o manejo adequado. Em pacientes sem etilismo e com varizes esofágicas, a história clínica e a epidemiologia são guias importantes. A esquistossomose hepatoesplênica, comum em regiões endêmicas como a Bahia, deve ser ativamente pesquisada. Outras causas incluem doenças autoimunes (hepatite autoimune, colangite biliar primária), trombose de veia porta e síndrome de Budd-Chiari. Exames como parasitológico de fezes, testes imunológicos hepáticos e biópsia hepática são pilares diagnósticos para elucidar a causa. O tratamento da hipertensão portal visa prevenir e manejar suas complicações, como o sangramento de varizes e a ascite. A identificação da causa subjacente permite tratamentos específicos, como terapia antiparasitária para esquistossomose ou imunossupressão para doenças autoimunes. A vigilância e o acompanhamento são essenciais para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida do paciente, prevenindo desfechos adversos.
A investigação deve incluir exames parasitológicos de fezes (para esquistossomose), testes imunológicos (para doenças autoimunes) e biópsia hepática para avaliar a arquitetura do fígado e identificar a causa subjacente.
A esquistossomose mansônica causa fibrose periportal (fibrose de Symmers) devido à reação inflamatória aos ovos do parasita, levando ao aumento da resistência ao fluxo sanguíneo e, consequentemente, à hipertensão portal.
As causas incluem esquistossomose hepatoesplênica, trombose de veia porta, síndrome de Budd-Chiari, hipertensão portal idiopática e outras condições que afetam o fluxo sanguíneo hepático pré-hepático ou intra-hepático não cirrótico.
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