UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Não é complicação direta da hipertensão portal no paciente cirrótico.
Encefalopatia hepática é complicação da insuficiência hepática, não diretamente da hipertensão portal.
A encefalopatia hepática é uma complicação da insuficiência hepática, caracterizada por disfunção neuropsiquiátrica devido ao acúmulo de toxinas (como amônia) que o fígado doente não consegue metabolizar. Embora a hipertensão portal e os shunts portossistêmicos contribuam para o desvio dessas toxinas para a circulação sistêmica, a causa primária é a falha da função hepática, não a pressão portal elevada em si. As outras opções (ascite, hemorroidas, varizes esofágicas, síndrome hepatorrenal) são consequências diretas da hipertensão portal.
A hipertensão portal é uma síndrome clínica caracterizada pelo aumento patológico da pressão no sistema venoso porta, sendo a principal complicação da cirrose hepática. Sua etiologia mais comum é a cirrose, que causa resistência ao fluxo sanguíneo hepático. A compreensão das suas complicações é fundamental para o manejo de pacientes cirróticos, pois elas são as principais causas de morbidade e mortalidade. As complicações diretas da hipertensão portal resultam do aumento da pressão hidrostática e da formação de shunts portossistêmicos. Isso inclui a ascite (acúmulo de líquido na cavidade peritoneal), formação de varizes esofágicas e gástricas (com risco de sangramento grave), hemorroidas (varizes retais) e a síndrome hepatorrenal (disfunção renal progressiva em pacientes com doença hepática avançada). Essas condições são consequências diretas do fluxo sanguíneo alterado e da pressão elevada no sistema porta. Por outro lado, a encefalopatia hepática, embora frequentemente associada à cirrose e à hipertensão portal, é primariamente uma complicação da insuficiência hepatocelular. Ela ocorre devido à incapacidade do fígado doente de metabolizar substâncias neurotóxicas, como a amônia, que então se acumulam na circulação sistêmica e atingem o cérebro. Embora os shunts portossistêmicos (que são uma consequência da hipertensão portal) possam desviar o sangue rico em toxinas diretamente para a circulação sistêmica, a causa raiz é a falha da função de desintoxicação do fígado. Diferenciar essas complicações é crucial para o diagnóstico e tratamento adequados.
As principais complicações diretas da hipertensão portal incluem ascite (devido ao aumento da pressão hidrostática), formação de varizes (esofágicas, gástricas, retais/hemorroidas) e sangramento varicoso, e esplenomegalia com hiperesplenismo.
A encefalopatia hepática é primariamente uma complicação da insuficiência hepatocelular, onde o fígado não consegue metabolizar toxinas (como amônia). Embora os shunts portossistêmicos (consequência da hipertensão portal) desviem essas toxinas para a circulação sistêmica, a causa fundamental é a disfunção hepática.
A hipertensão portal aumenta a pressão hidrostática nos capilares esplâncnicos, forçando o líquido para fora dos vasos sanguíneos para a cavidade peritoneal. Isso, combinado com a hipoalbuminemia (devido à insuficiência hepática) e a retenção de sódio e água, leva à formação de ascite.
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