Hipertensão Portal: Diagnóstico e Gradiente de Pressão

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024

Enunciado

A hipertensão portal usualmente ocorre pelo aumento da resistência ao fluxo sanguíneo da veia porta. Essa resistência ao fluxo hepático pode ser dividida em pré-hepática, intra-hepática ou pós-hepática. Sobre a hipertensão portal, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) É definida como um gradiente de pressão portal (diferença da pressão na veia porta e das veias hepáticas) maior que 20 mmHg.
  2. B) O melhor método para a medição do gradiente de pressão portal é pela cateterização transfemoral da veia hepática com passagem de balão.
  3. C) O desenvolvimento de circulação colateral portossistêmica por ser visualizado ainda com baixas pressões do gradiente portal como 5 mmHg.
  4. D) A veia umbilical recanalizada é responsável pela formação das varizes esofagogástricas.
  5. E) Pacientes com hipertensão portal são os melhores candidatos ao tratamento cirúrgico do hepatocarcinoma.

Pérola Clínica

GPVH > 5 mmHg define hipertensão portal; > 10-12 mmHg prediz risco de sangramento por varizes.

Resumo-Chave

O diagnóstico hemodinâmico da hipertensão portal baseia-se no gradiente de pressão venosa hepática (GPVH), medido indiretamente via cateterismo da veia hepática.

Contexto Educacional

A hipertensão portal resulta do aumento da resistência ao fluxo portal, classificada em pré-hepática (ex: trombose de veia porta), intra-hepática (ex: cirrose, esquistossomose) ou pós-hepática (ex: síndrome de Budd-Chiari). Na cirrose, a resistência é predominantemente sinusoidal. O diagnóstico clínico baseia-se em sinais como ascite, esplenomegalia e varizes, mas a confirmação hemodinâmica exige o GPVH.

Perguntas Frequentes

Como é calculado o gradiente de pressão portal?

O gradiente de pressão venosa hepática (GPVH) é a diferença entre a pressão venosa hepática ocluída (encunhada), que reflete a pressão sinusoidal/portal, e a pressão venosa hepática livre. Valores acima de 5 mmHg confirmam hipertensão portal, enquanto valores acima de 10-12 mmHg indicam risco clínico significativo para o desenvolvimento de varizes esofagogástricas e ascite.

Qual a importância da veia umbilical na hipertensão portal?

A recanalização da veia umbilical é um sinal de circulação colateral portossistêmica (síndrome de Cruveilhier-Baumgarten), mas ela não é a responsável pelas varizes esofágicas. As varizes esofágicas originam-se principalmente da veia gástrica esquerda (coronária estomáquica) e veias gástricas curtas.

Por que o GPVH é o padrão-ouro?

Diferente da medida direta da veia porta (invasiva e com alto risco de sangramento), o GPVH via cateterismo transjugular ou femoral é seguro, reprodutível e fornece informações prognósticas cruciais sobre a resposta ao tratamento com betabloqueadores e o risco de descompensação da cirrose.

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