HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
No que concerne às patologias hepáticas assinale a INCORRETA:
Varizes esofágicas/gástricas são sinais diretos e confirmam hipertensão portal.
A presença de varizes esofágicas ou gástricas é uma manifestação direta e patognomônica da hipertensão portal, confirmando o diagnóstico. A alternativa C está incorreta ao afirmar que o achado de varizes não confirma a condição, pois elas são uma evidência clara do aumento da pressão no sistema porta.
As patologias hepáticas abrangem uma vasta gama de condições, desde tumores benignos a doenças crônicas que levam à hipertensão portal. O hemangioma hepático é o tumor benigno mais comum do fígado, enquanto o cistoadenoma hepático, embora raro, possui potencial de malignização e é mais frequente em mulheres acima de 40 anos. A hipertensão portal é uma síndrome clínica caracterizada pelo aumento da pressão no sistema porta, sendo a hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas ou gástricas sua complicação mais temida. No Brasil, a esquistossomose e a cirrose são as principais etiologias. É crucial entender que a presença de varizes esofágicas ou gástricas à endoscopia é um achado direto e confirmatório de hipertensão portal, ao contrário do que a alternativa C afirma. A segmentação hepática de Couinaud é um pilar da cirurgia hepática moderna, permitindo ressecções anatômicas precisas. A hepatectomia direita ampliada, por exemplo, remove os segmentos V, VI, VII, VIII e o segmento IV, que faz parte do lobo esquerdo, mas é suprido pelo ramo direito da artéria hepática e veia porta. O conhecimento detalhado dessas patologias e suas abordagens diagnósticas e terapêuticas é essencial para a prática médica e para a preparação para provas de residência.
No Brasil, as principais causas de hipertensão portal são a esquistossomose mansônica e a cirrose hepática de diversas etiologias (alcoólica, viral, metabólica, autoimune).
A endoscopia digestiva alta é fundamental para identificar e graduar as varizes esofágicas e gástricas, que são a principal manifestação e complicação da hipertensão portal, além de avaliar o risco de sangramento e planejar a profilaxia.
A classificação de Couinaud divide o fígado em oito segmentos funcionais independentes, cada um com sua própria vascularização e drenagem biliar. É crucial para o planejamento de ressecções hepáticas precisas, como a hepatectomia direita ampliada, que inclui os segmentos IV, V, VI, VII e VIII.
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