MedEvo Simulado — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 62 anos, comparece à consulta de rotina com resultados de exames. Ele relata histórico de etilismo crônico, tendo cessado o consumo há 6 meses. Nega internações prévias ou outras comorbidades conhecidas. Não apresenta queixas de aumento de volume abdominal, sangramento digestivo ou episódios de encefalopatia. Exames de imagem: Ultrassonografia de abdome revela fígado de contornos irregulares e superfície nodular, com redução de seu volume. Parênquima hepático com ecotextura heterogênea e aumento difuso da ecogenicidade. Veia porta com diâmetro de 14 mm e fluxo hepatofugal. Esplenomegalia moderada (diâmetro longitudinal de 15 cm). Ausência de ascite. Exames laboratoriais: Hemoglobina 12,5 g/dL; Leucócitos totais 3.800/mm³; Plaquetas 135.000/mm³; Albumina 3,6 g/dL; Bilirrubina total 0,9 mg/dL; INR 1,1. Elastografia hepática transitória (FibroScan): Rigidez hepática de 28 kPa. Diante do quadro clínico e dos resultados dos exames, assinale a alternativa correta sobre o manejo do paciente:
Sinais de hipertensão portal (esplenomegalia, plaquetopenia, veia porta dilatada, fluxo hepatofugal) em cirrose → indicação de EDA para rastreio de varizes esofágicas.
O paciente apresenta múltiplos sinais de cirrose hepática e hipertensão portal (ultrassom com fígado nodular, veia porta dilatada com fluxo hepatofugal, esplenomegalia, plaquetopenia e elastografia > 20 kPa). Nesses casos, a endoscopia digestiva alta é fundamental para rastrear varizes esofágicas, mesmo na ausência de sangramento, para iniciar profilaxia primária se necessário.
A cirrose hepática, frequentemente decorrente do etilismo crônico, é uma condição irreversível caracterizada por fibrose e nódulos que alteram a arquitetura hepática normal, levando à disfunção e hipertensão portal. A hipertensão portal é a principal causa de complicações graves, como ascite, encefalopatia hepática e sangramento por varizes esofágicas. O paciente do caso apresenta um quadro clínico e laboratorial compatível com cirrose hepática compensada, mas com claros sinais de hipertensão portal: ultrassonografia com alterações morfológicas hepáticas e vasculares (veia porta dilatada, fluxo hepatofugal), esplenomegalia e plaquetopenia. A elastografia hepática de 28 kPa confirma a presença de cirrose avançada (geralmente >12-15 kPa já indica cirrose). Diante da evidência de hipertensão portal, o rastreio de varizes esofágicas por endoscopia digestiva alta (EDA) é mandatório, mesmo na ausência de sangramento prévio. O objetivo é identificar varizes de médio ou grande calibre ou varizes com sinais de alto risco de sangramento, para iniciar a profilaxia primária (geralmente com betabloqueadores não seletivos ou ligadura elástica endoscópica) e prevenir o primeiro episódio hemorrágico, que é associado a alta mortalidade.
Os sinais de hipertensão portal incluem esplenomegalia (15 cm), plaquetopenia (135.000/mm³), dilatação da veia porta (14 mm) com fluxo hepatofugal, e a elastografia hepática de 28 kPa, que indica cirrose avançada.
A EDA é recomendada para rastrear varizes esofágicas, uma complicação grave da hipertensão portal. A identificação precoce permite iniciar a profilaxia primária para evitar sangramento, que tem alta morbimortalidade.
Uma elastografia hepática (FibroScan) de 28 kPa é altamente sugestiva de cirrose hepática avançada (F4), indicando fibrose grave e risco elevado de complicações da hipertensão portal.
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